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Grande empresa têxtil de SC ganha sobrevida com aprovação de plano de recuperação judicial

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Por Pedro Machado
30/12/2021 - 09h08
A Cativa foi fundada em 1988 e mantém mais de mil funcionários
A Cativa foi fundada em 1988 e mantém mais de mil funcionários (Foto: Rafaela Martins, BD)

O ano de 2021 termina com boas notícias para uma grande empresa de moda de Santa Catarina. Em sentença proferida em 17 de dezembro, a juíza Iraci Satomi Kuraoka Schiocchet, da 1ª Vara da Comarca de Pomerode, oficializou a concessão da recuperação judicial da Cativa Têxtil a partir da aprovação do plano apresentado pela companhia para o pagamento de dívidas. A decisão representa uma sobrevida ao negócio e uma sinalização importante ao mercado.

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A Cativa entrou com pedido de recuperação judicial em junho de 2020. Na época, a empresa fundada em 1988 alegou que desde 2015 vinha sofrendo por causa de crises no setor de vestuário, que se acentuaram com medidas de restrição impostas pela pandemia de coronavírus. 

Com o aval da Justiça, a empresa elaborou um plano detalhando como pretende sanar dívidas que chegam a R$ 120 milhões, valor que não considera pendências fiscais, já negociadas. A maior parte dos credores – aqueles que têm dinheiro a receber, como trabalhadores, fornecedores e bancos – assinou um termo de adesão aceitando as condições propostas, entre elas um alongamento do passivo e pedidos por descontos.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto em lei que busca facilitar a vida de empresas que enfrentam dificuldades financeiras. Neste caso, a Cativa continua operando normalmente. Arrecada tributos e mantém um quadro ativo de mais de mil funcionários, gerando emprego e renda e cumprindo uma função social – ponto crucial na análise da Justiça.

Nomeado administrador judicial da Cativa, o advogado Pedro Cascaes Neto comemora a decisão. Diz que a recuperação judicial beneficia não apenas a empresa, mas também a comunidade que a cerca porque é uma alternativa que ajuda a preservar postos de trabalho e mantém uma cadeia de fornecedores.

— O êxito de uma recuperação judicial é coletivo, não particular, que beneficia só um grupo de pessoas. Para o mercado é bom porque a nossa região é tradicional no têxtil — considera.

Na função, caberá a Cascaes Neto, pelos próximos dois anos, atuar como fiscal do cumprimento do plano de recuperação judicial, com a elaboração de relatórios mensais que serão apresentados à Justiça.

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