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História resgatada

Marca Sulfabril é vendida e deve voltar ao mercado em 2022

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Por Pedro Machado
17/12/2021 - 11h33 - Atualizada em: 17/12/2021 - 11h54
Marca homônima da empresa era um dos últimos bens da massa falida ainda disponíveis
Marca homônima da empresa era um dos últimos bens da massa falida ainda disponíveis (Foto: Lucas Amorelli, BD)

Está confirmado: a marca Sulfabril tem um novo dono. A Lunelli, têxtil com sede em Guaramirim, arrematou nesta sexta-feira (17) em leilão um dos últimos ativos ainda disponíveis da massa falida daquela que foi uma das maiores empresas têxteis de Blumenau e do Brasil. O complexo fabril já havia sido vendido para a Tex Cotton em 2018. 

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A coluna adiantou na quinta que a companhia havia feito uma oferta de R$ 1,215 milhão pela marca, valor mínimo exigido em edital na segunda praça do leilão. Como não surgiram outras propostas, a disputa foi encerrada pouco depois das 10h desta sexta.

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Os novos donos têm planos para relançar a Sulfabril ao mercado até o fim de 2022. A informação foi confirmada à coluna pelo presidente da Lunelli, Dênis Lunelli. O executivo, que diz ter “boas lembranças da marca”, antecipou que agora vai começar a trabalhar em um projeto para a grife.

— Eu acho que Blumenau e todo o Sul do Brasil têm o maior carinho (pela Sulfabril). Gosto de desafios. Não foi legal o final dela. Acho que dá para recontar essa história — promete.

O valor histórico da Sulfabril pesou na decisão da Lunelli. Dênis lembra que ela chegou a ser uma das marcas mais respeitadas da América Latina, dividindo o topo com a Hering.

A marca adquirida pela Lunelli em leilão
A marca adquirida pela Lunelli em leilão
(Foto: )

— É uma marca que não tem rejeição. Ela simplesmente parou de operar. Eu espero e acredito que dá para voltar com ela. Quem conheceu vai dar um voto de confiança — aposta.

Além da grife homônima, o lote arrematado em leilão pela companhia inclui as grifes 3x4, Everteen, FlexBell, H.F. By H. Faith, Kissy Face, S, Salffy, SF Sulfabril, Turbine e Volt. Elas, no entanto, ficarão em segundo plano neste primeiro momento. O foco e a energia da Lunelli, segundo Dênis, estarão em resgatar a Sulfabril.

O resultado oficial do leilão será homologado nas próximas horas. O advogado Erivaldo Caetano Junior, o Vadinho, que é de Blumenau, assessorou a Lunelli no caso.

Sobre o novo dono da Sulfabril

O Grupo Lunelli tem 16 unidades, com fábricas em Santa Catarina, São Paulo, Ceará e Paraguai. Soma 4,6 mil funcionários e projeta fechar 2021 com faturamento bruto de R$ 1,2 bilhão, no melhor ano da história da empresa em termos de resultados financeiros, de acordo com Dênis.

Com a venda, a Sulfabril passa a integrar um portfólio de marcas da Lunelli que já inclui Lunender, Lez a Lez, Hangar 33, Alakazoo, Lunelli Malhas e Tecidos, Graphene e Fico (esta também foi comprada pela empresa). 

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