Funcionários da Bionexo Tasy, empresa de tecnologia para a área da saúde que mantém um centro de desenvolvimento em Blumenau, foram surpreendidos nesta semana com demissões em massa. Os primeiros relatos davam conta de que cerca de 200 profissionais haviam sido cortados. Procurada, a empresa confirmou à coluna que foram 120 desligamentos.

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As demissões ocorrem pouco mais de dois meses depois de a Bionexo concluir a compra do Tasy, com a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em maio.

Criado em Blumenau pela antiga Wheb Sistemas, o software de gestão para hospitais, clínicas e laboratórios médicos pertencia à multinacional holandesa Philips, que anunciou a venda do negócio em dezembro passado por 161 milhões de euros – cerca de R$ 1 bilhão, pela cotação da época.

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Relembre outras empresas de Blumenau que foram vendidas

Questionada sobre o movimento, a Bionexo Tasy respondeu à coluna que os desligamentos são “resultado de uma análise criteriosa de sobreposições de funções”, e não de metas de corte ou de avaliação individual de desempenho.

Em fevereiro, já havia surgido a informação de que a então Philips havia feito um layoff (suspensão temporária de contratos) que teria atingido entre 20 e 40 funcionários. À coluna, na época, a empresa não confirmou os números, mas também não negou o movimento, informando que analisava regularmente as operações para se alinhar com as necessidades do mercado.

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Na ocasião, a Philips também rechaçou o rumor de que a reestruturação estaria diretamente ligada à venda do Tasy.

Reorganização da estrutura

Agora, a Bionexo Tasy informa que concluiu uma reorganização de sua estrutura como etapa final do processo de integração entre Tasy, Bionexo 360 e Clínica nas Nuvens, outras plataformas de saúde do seu portfólio.

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“A soma das três operações gerou sobreposições de funções, estruturas paralelas de gestão e camadas administrativas dimensionadas para um modelo que não corresponde mais à realidade da companhia. Por isso, o movimento realizado de reorganização do quadro de colaboradores é estratégico e planejado, visando a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, disse.

A companhia também afirmou que nenhuma função essencial ao produto, à implantação ou ao atendimento ao cliente foi impactada, e diz que conduziu o processo “com respeito e transparência”, agradecendo a contribuição de cada um dos profissionais para a história da empresa.

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“As equipes de desenvolvimento, analistas de sistemas, consultores de implantação e suporte seguem integralmente dedicadas aos nossos clientes e os projetos em andamento não sofrem alteração”, finalizou.

Em redes sociais, a notícia mobilizou recrutadores de outras empresas, que já se colocaram à disposição para tentar absorver ao menos parte da mão de obra desligada.

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