Empresa incorporou centro de desenvolvimento em Blumenau que até então era da Philips (Foto: Pedro Machado, NSC Total)
Funcionários da Bionexo Tasy, empresa de tecnologia para a área da saúde que mantém um centro de desenvolvimento em Blumenau, foram surpreendidos nesta semana com demissões em massa. Os primeiros relatos davam conta de que cerca de 200 profissionais haviam sido cortados. Procurada, a empresa confirmou à coluna que foram 120 desligamentos.
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As demissões ocorrem pouco mais de dois meses depois de a Bionexo concluir a compra do Tasy, com a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em maio.
Criado em Blumenau pela antiga Wheb Sistemas, o software de gestão para hospitais, clínicas e laboratórios médicos pertencia à multinacional holandesa Philips, que anunciou a venda do negócio em dezembro passado por 161 milhões de euros – cerca de R$ 1 bilhão, pela cotação da época.
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Relembre outras empresas de Blumenau que foram vendidas
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A Artex foi incorporada nos anos 2000 pela Coteminas (Foto: Reprodução)
A Mega Transformadores foi comprada em 2000 pela multinacional sueco-suíça ABB (Foto: Reprodução)
A Eisenbahn foi comprada em 2008 pelo Grupo Schincariol. Depois, foi negociada com a japonesa Kirin até ser adquirida pela Heineken (Foto: Divulgação)
Em 2008 a francesa Areva, fornecedora de equipamentos de energia, comprou a Waltec, que mais tarde passaria a integrar a Schneider Electric (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
Em 2010 a Wheb Sistemas, fabricante de softwares de gestão de saúde, foi comprada pela multinacional Philips (Foto: Patrick Rodrigues, BD)
A Dudalina foi vendida em 2013 para fundos americanos e um ano depois acabou comprada pela Restoque, hoje Veste S.A (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Desde setembro de 2016 a Bermo, fabricante de válvulas e equipamentos industriais, faz parte do Grupo ARI Armaturen, da Alemanha (Foto: Divulgação)
A Baumgarten não foi vendida, mas em 2016 anunciou uma fusão com duas empresas alemãs que deu origem à All4Labels (Foto: Divulgação)
Em 2017, a CM Hospitalar, dona do Grupo Mafra (atual Viveo), anunciou a compra da Cremer (Foto: Luís Carlos Kriewall Filho, Especial, BD)
Desenvolvedora de softwares de gestão logística, a HBSIS foi comprada em 2019 pela cervejaria Ambev (Foto: Divulgação)
Em março de 2021, a Viveo comprou o Grupo FW, fabricante de lenços umedecidos e dona da marca Feel Clean (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Cia. Hering aceitou uma proposta de compra do Grupo Soma (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)
Em 2021 a Hemmer foi comprada pela multinacional Kraft Heinz (Foto: Artur Moser, NSC Total, BD)
A Unimestre, que desenvolvia sistemas de gestão educacional, foi comprada em outubro de 2021 pela Plataforma A+ (Foto: Divulgação)
Em 2021 a fintech PagueVeloz aceitou uma proposta de compra feita pela Serasa (Foto: Pedro Machado, NSC Total, BD)
A agência de marketing digital A7B foi comprada em 2021 pela Adtail, empresa gaúcha do mesmo ramo (Foto: Divulgação)
Em 2021, o Laboratório Hemos foi comprado pelo Grupo Sabin, uma das principais empresas de medicina diagnóstica do Brasil (Foto: Divulgação)
Em 2021, a startup Velo foi comprada pela QuintoAndar, plataforma de moradia (Foto: Reprodução)
Em dezembro de 2021, a marca Sulfabril foi arrematada em leilão pela companhia têxtil catarinense Lunelli (Foto: Lucas Amorelli, BD)
A Movidesk, que oferece soluções tecnológicas de atendimento e suporte a clientes, foi comprada em dezembro de 2021 pela companhia gaúcha Zenvia (Foto: Divulgação)
Em 2021, a fabricante de etiquetas, tags e acessórios de moda Tecnoblu foi comprada pela canadense CCL Industries (Foto: Divulgação)
Em dezembro de 2025, a Bionexo anunciou a compra do Tasy, que até então pertencia à Philips, por 161 milhões de euros (Foto: Pedro Machado, NSC Total)
Questionada sobre o movimento, a Bionexo Tasy respondeu à coluna que os desligamentos são “resultado de uma análise criteriosa de sobreposições de funções”, e não de metas de corte ou de avaliação individual de desempenho.
Em fevereiro, já havia surgido a informação de que a então Philips havia feito um layoff (suspensão temporária de contratos) que teria atingido entre 20 e 40 funcionários. À coluna, na época, a empresa não confirmou os números, mas também não negou o movimento, informando que analisava regularmente as operações para se alinhar com as necessidades do mercado.
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Na ocasião, a Philips também rechaçou o rumor de que a reestruturação estaria diretamente ligada à venda do Tasy.
Reorganização da estrutura
Agora, a Bionexo Tasy informa que concluiu uma reorganização de sua estrutura como etapa final do processo de integração entre Tasy, Bionexo 360 e Clínica nas Nuvens, outras plataformas de saúde do seu portfólio.
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“A soma das três operações gerou sobreposições de funções, estruturas paralelas de gestão e camadas administrativas dimensionadas para um modelo que não corresponde mais à realidade da companhia. Por isso, o movimento realizado de reorganização do quadro de colaboradores é estratégico e planejado, visando a sustentabilidade do negócio no longo prazo”, disse.
A companhia também afirmou que nenhuma função essencial ao produto, à implantação ou ao atendimento ao cliente foi impactada, e diz que conduziu o processo “com respeito e transparência”, agradecendo a contribuição de cada um dos profissionais para a história da empresa.
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“As equipes de desenvolvimento, analistas de sistemas, consultores de implantação e suporte seguem integralmente dedicadas aos nossos clientes e os projetos em andamento não sofrem alteração”, finalizou.
Em redes sociais, a notícia mobilizou recrutadores de outras empresas, que já se colocaram à disposição para tentar absorver ao menos parte da mão de obra desligada.