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    Prefeitura de Blumenau alivia nas medidas restritivas e opta por apelo ao bom senso

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    Por Pedro Machado
    25/06/2020 - 06h21 - Atualizada em: 25/06/2020 - 06h32
    Centro de Blumenau
    A impressão que ficou é de que a prefeitura está dando uma segunda chance à população e aos empresários

    Desde o início da pandemia o prefeito de Blumenau, Mario Hildebrandt, vinha se queixando, inclusive publicamente, da falta de liberdade para ditar as regras de funcionamento de atividades econômicas e de lazer na cidade. Aos que o cobravam sobre a liberação de lojas, igrejas e patotas de futebol, para ficar em alguns exemplos, repetiu, em lives ou respondendo a comentários nas redes sociais, de que ele não tinha mandado fechar nada – tudo era obra do decreto do governo do Estado.

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    A tão esperada autonomia, embora relativizada por muitos prefeitos, veio com a descentralização da gestão da crise em Santa Catarina, que na prática transferiu responsabilidades aos gestores municipais. E na primeira ocasião em que precisou tomar decisões por conta própria diante da aceleração da Covid-19 no município, Hildebrandt preferiu não pesar a mão.

    Ao antecipar na terça-feira (23) que anunciaria restrições no dia seguinte, dando pistas vagas do que estava por vir, Hildebrandt gerou expectativa – que só aumentou com a orientação do prefeito a assessores e envolvidos de que nada ou muito pouco fosse antecipado antes da live desta quarta. As medidas, no entanto, acabaram sendo mais suaves do que se alardeou: fechamento às 22h de lanchonetes, bares e padarias e às 23h de restaurantes e pizzarias. O último horário do transporte coletivo agora será às 23h.

    Outras ações, como proibição de aglomerações em ambientes públicos e privados e limitação de uma pessoa por família em supermercados, já eram pedidas à exaustão pelas autoridades de saúde, mas o que antes eram apenas recomendações agora são determinações passíveis de multa para quem as descumprir. De impactante de fato, veto ao embarque de pessoas com mais de 60 anos nos ônibus e o fechamento mais uma vez de parques públicos, como o Ramiro Ruediger.

    Brando, o anúncio gera uma sensação de que poderia ter sido pior – e pior, neste caso, significaria medidas mais rígidas, como imaginavam empresários que saíram aliviados de reunião durante a tarde com o prefeito sobre o assunto. Isso de certa forma diminui a pressão na gestão municipal. 

    A impressão que ficou é de que a prefeitura está dando uma segunda chance à população e aos empresários. Hildebrandt fez uma escolha: optou por manifestar um voto de confiança, como quem diz apostar no bom senso coletivo — o que não tem sido visto em muitos casos. Soa como um alerta prévio, que servirá de justificativa lá na frente se decisões mais duras, que não estão descartadas, precisarem ser tomadas.

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