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    Economia

    Quais são as profissões com mais demissões na crise do coronavírus em Santa Catarina

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    Por Pedro Machado
    18/07/2020 - 06h00 - Atualizada em: 18/07/2020 - 08h48
    Costureira
    Atividades ligadas à costura, na indústria têxtil, estão entre as mais atingidas (Foto: Lucas Correia, BD)

    A crise econômica provocada pelo coronavírus tirou o emprego de quase 100 mil catarinenses. Números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que, em dois meses, o Estado perdeu 98.149 postos de trabalho formais, aqueles com carteira assinada. Após revisão do saldo, a conta de abril, inicialmente em 73.111 vagas fechadas, subiu para 75.444. Em maio, foram mais 22.705. Os dados de junho ainda não foram divulgados.

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    Nenhum segmento da economia saiu ileso das consequências, mas para alguns deles o impacto foi maior. A coluna esmiuçou os dados do Caged e identificou quais foram as profissões que mais sentiram a pancada dada pela pandemia no setor produtivo.

    No topo da tabela está uma das ocupações mais básicas na indústria, setor que entre abril e maio perdeu 41.082 vagas no Estado: alimentador de linha de produção, profissional responsável por separar materiais e abastecer máquinas. Em dois meses, 8.150 vagas dessas foram extintas — número que corresponde à diferença entre contratações e demissões.

    Em segundo lugar aparece vendedor de comércio varejista, outra função bastante comum, que também costuma ser o primeiro emprego de muita gente. Foram 6.550 vendedores desligados, o que reflete o desaquecimento provocado pela quarentena no comércio, que viu 20.024 vagas de trabalho evaporarem nesse período.

    Fecha este triste pódio um legítimo representante do setor de serviços, que registrou perda de 31.009 postos de trabalho na pandemia até agora. Somando abril e maio, 3.402 auxiliares de escritório ganharam a conta em todo o Estado.

    Veja a lista completa e consulte o desempenho por profissão (algumas estão sem "ç" e acentuação)

    Diversificada

    A lista das profissões mais afetadas pela pandemia em Santa Catarina é bastante variada e atinge todos os setores. Além das três primeiras, destaque para as duas categorias ligadas a costureiros. A indústria têxtil foi uma das mais impactadas pelo fechamento do comércio, e mesmo que as lojas tenham reaberto as portas no Estado já em abril, outros mercados importantes para fabricantes de vestuário e confecção, como São Paulo, ficaram fechados por bem mais tempo.

    Lado oposto

    Nem todas as ocupações tiveram perdas. Na ponta oposta, a função de magarefe, profissional que abate e desossa animais, foi a que mais empregou entre abril e maio. Somando os dois meses, foram 1.320 novas vagas de trabalho abertas.

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