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    Mobilidade urbana

    Trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau vão cruzar os braços nesta sexta-feira

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    Por Pedro Machado
    13/02/2020 - 17h56 - Atualizada em: 14/02/2020 - 08h08
    Blumob
    Foto: Patrick Rodrigues, BD

    O sindicato que representa os trabalhadores do transporte coletivo de Blumenau (Sindetranscol) anunciou na tarde desta quinta-feira (13) que haverá paralisação do serviço ao longo de todo dia nesta sexta (14).

    O movimento, segundo a entidade, é um protesto diante da "paralisação das negociações" e "a intransigência da empresa (Blumob) no atendimento mínimo das reivindicações" da data-base da categoria, que é 1º de novembro.

    A categoria já havia aprovado estado de greve em assembleia na última quarta-feira (5). A paralisação programada para amanhã é mais um capítulo do impasse envolvendo os trabalhadores e a Blumob, que já dura três meses. Até agora não houve acordo entre as partes sobre a campanha salarial.

    Entenda o caso

    A negociação chegou a ser feita com mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No fim de novembro, motoristas e cobradores aprovaram em assembleia os termos apresentados no TRT pelo desembargador Roberto Luiz Guglielmetto.

    O acordo previa reajuste de 2,55% no salário e no vale-alimentação, índice que corresponde à inflação dos últimos 12 meses segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — esse percentual inclusive já foi repassado às folhas de pagamento dos profissionais.

    Dessa forma, a categoria abriu mão de pedir os 5% de aumento real que eram reivindicados antes de a negociação avançar para o tribunal. Em contrapartida, aceitou a proposta que previa a manutenção das cláusulas sociais da atual convenção coletiva de motoristas e cobradores e a implantação de um Plano de Participação nos Resultados (PPR), um benefício novo na realidade local, mas que já existe em sistemas como o de Florianópolis.

    As conversas no tribunal, no entanto, não avançaram. O Sindetranscol alega que a empresa recusou a proposta. Segundo o sindicato, os pontos que têm gerado mais dificuldade seriam o aumento real ou a criação do PPR, o aumento real no vale-alimentação, a mudança na nomenclatura da classe de cobrador para agente de bordo e a alteração da data-base de novembro para setembro.

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