O ataque militar dos Estados Unidos da América (EUA) à Venezuela, com a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, devolve uma esperança ao sofrido, oprimido e miserável povo venezuelano. O que virá a seguir, no entanto, ainda é incerto.
Continua depois da publicidade
Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado, neste sábado (3), que os EUA “irão governar o país até que haja uma transição adequada e justa”, não há informações claras sobre prazos nem sobre como esse processo de transição será conduzido.
Veja como foi o ataque dos EUA na Venezuela:
O fato é que, apesar do intervencionismo condenável de Trump, ao fim e ao cabo, o horizonte que se desenha dificilmente pode ser pior do que a realidade hoje enfrentada pela população venezuelana.
Não fosse essa realidade — ignorada de forma hipócrita pelo presidente Lula e pela esquerda progressista brasileira — quase 8 milhões de venezuelanos não teriam fugido do país nos últimos 20 anos. São pessoas perseguidas pela ditadura de Maduro, empobrecidas e que buscaram refúgio em outros países em busca de condições mínimas de vida.
Curiosamente, Santa Catarina — estado rotulado pela extrema esquerda como “fascista” — é a unidade da federação brasileira que mais recebeu venezuelanos.
Continua depois da publicidade
Basta perguntar aos trabalhadores venezuelanos que vivem em Santa Catarina o que eles pensam sobre o regime que deixaram para trás. O motorista de aplicativo, o funcionário de um atacadista ou qualquer outro trabalhador fala a partir da experiência concreta.
A opinião deles vale mais do que a de muitos acadêmicos que analisam o tema a partir do conforto do ar-condicionado, em um universo paralelo e utópico.
O PT, que reconheceu a eleição fraudulenta na Venezuela e que por duas décadas silenciou diante de um regime brutal, sanguinário e criminoso, agora, como era previsível, critica o ataque à “soberania da Venezuela”.
O ideal, evidentemente, é que os próprios países resolvam seus problemas políticos internos. Contudo, quando um regime governa à base da força, com apoio das Forças Armadas e fraude eleitoral sistemática, não há como esperar uma saída civilizada e democrática.
Continua depois da publicidade
É igualmente evidente que os EUA possuem interesses econômicos no petróleo e em outros setores estratégicos da Venezuela; negar isso seria ingenuidade.
O intervencionismo, ainda assim, não é desejável. Mas, se a ação deste sábado servir para melhorar as condições de vida do povo venezuelano, ela acaba por se justificar.
Leia Mais:
María Corina Machado defende que Edmundo González assuma “imediatamente” a Venezuela
Verão em SC segue o “mesmo roteiro” há 12 anos e expõe gargalos estruturais
Réveillon em Florianópolis repete barbárie no trânsito e destruição de praça pública; vídeo
Placa de local impróprio para banho em praia famosa de Florianópolis reaparece após “sumiço”
Bairro de Florianópolis terá prédio de luxo com garagem inédita na porta da casa
De limousines a doleiros na rua: histórias inacreditáveis dos primórdios do turismo em Florianópolis






