nsc
nsc

Espera

Conheça os barcos do transporte marítimo da Grande Florianópolis

Compartilhe

Renato
Por Renato Igor
19/03/2021 - 05h04 - Atualizada em: 19/03/2021 - 05h55
Modelo de embarcação para o transporte marítimo da Grande Florianópolis
Modelo de embarcação para o transporte marítimo da Grande Florianópolis (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Infraestrutura (SC) já tem o perfil dos barcos necessários para a implementação do tão esperado transporte marítimo da Grande Florianópolis. São quatro tipos: um catamarã de alumínio e fibra para 120 passageiros, barca para 960 passageiros com dois motores de 400 HP, barca para 1600 passageiros com dois motores de 850 HP e um ferry-boat com capacidade para 50 veículos e 50 passageiros e 4 motores de 500 HP. O projeto de viabilidade foi apresentado nesta quarta-feira (17) para as prefeituras de Florianópolis, Biguaçu e Palhoça, além de órgãos municipais, federais e entidades relacionadas ao transporte aquaviário.

> Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo Whatsapp

Ao contrário do Plano de Mobilidade Urbana (Plamus) da gestão do ex-governador Raimundo Colombo e que o estudo concluiu que não havia viabilidade econômica, agora é diferente. O diagnóstico do Estado com os técnicos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que há viabilidade econômica e a passagem ficaria em R$ 6,50. O Plamus, à época, projetou uma tarifa de R$ 16,00.

Outro modelo, catamarã, que deve ser utilizado na Grande Florianópolis
Outro modelo, catamarã, que deve ser utilizado na Grande Florianópolis
(Foto: )

O edital de concessão deve ser lançado em 2022. A ideia é ter a operação funcionando em 2024.

Serão cinco rotas. As travessias entre Tijuquinhas (Biguaçu) e Canasvieiras; Biguaçu (mais ao centro) e o bairro Santo Antônio de Lisboa; São José e a região central de Florianópolis; Palhoça e o bairro Tapera; e a Beira Mar de São José com a Beira Mar Norte da Capital (onde será construída uma marina).

O projeto está aberto para receber ideias das prefeituras - estratégia inteligente para que seja uma obra idealizada pela região. No passado, quando prefeitos tentaram monopolizar a condução do projeto de transporte marítimo, acabou não indo para frente, também pela questão política.

O esboço inicial é utilizar o ferry-boat nas rotas do pontal em Palhoça à Tapera (ilha) e de Tijuquinhas à canasvieira.

Ferry-boat ajudaria a aliviar o trânsito da BR-101
Ferry-boat ajudaria a aliviar o trânsito da BR-101
(Foto: )

As viagens de catamarã e no barco monocasco seriam as mais curtas, utilizando barcos menores, mais leves e de menor consumo de combustível.

Todos os trechos estariam interligados com o transporte coletivo nos terminais de passageiros. É verdade que o morador da região é cético e não acredita em muitos projetos porque já foi iludido inúmeras vezes: teleférico, BRT (ônibus rápido) e corredores de ônibus. Desta vez, entretanto, creio que há dois fatores importantes que nos possibilitam uma dose de otimismo. O trabalho é técnico e conta com consultores do BID que atuam na cidade desde o ano passado e há uma construção política conjunta com as prefeituras da região.

Leia Mais:

Restrições nos fins de semana devem ser reduzidas, diz governador de SC

Renato Igor

Colunista

Renato Igor

Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

siga Renato Igor

Renato Igor

Colunista

Renato Igor

Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

siga Renato Igor

Mais colunistas

    Mais colunistas