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Entrevista

Restrições nos fins de semana devem ser reduzidas, diz governador de SC

Decisão depende da reunião do Coes nesta quarta-feira (17) e novas deliberações da Justiça

17/03/2021 - 13h52 - Atualizada em: 18/03/2021 - 18h46

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Redação
Por Redação DC
Moisés falou ainda sobre socorro econômico aos setores afetados pela pandemia
Moisés falou ainda sobre socorro econômico aos setores afetados pela pandemia
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O governador Carlos Moisés (PSL) avalia a redução de medidas restritivas aos fins de semana em SC. Contudo, uma decisão final depende ainda da reunião do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) nesta quarta-feira (17) e de novas decisões da Justiça. Em entrevista ao jornalista Raphael Faraco, da NSC TV, o gestor ponderou que a população precisa aprender a conviver com o vírus e que além da saúde, setores como a educação precisam ser ouvidos.

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— A gente tem discutido com o grupo e pela leitura diária que nós estamos fazendo [...] De acordo com essa leitura é que nós tomamos a decisão. O empresário me pede previsibilidade e talvez uma previsibilidade que nós podemos dar é que a gente não quer fechar o Estado, trancar indiscriminadamente todas as regiões. Nós vamos intervir naquilo que é necessário. — afirmou.

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Os fechamentos vêm acontecendo há três semanas por conta do crescimento do número de casos e mortes no Estado e devido ao colapso em que se encontram os hospitais catarinenses.

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— Nós temos que conviver, é mais de um ano de pandemia e nós temos que aprender a conviver com o vírus. [...] Pandemia não é só saúde. Pandemia é a Fazenda que tem que ser ouvida, é a educação que tem que ser ouvida. Nós precisamos das escolas funcionando, as crianças precisam de fato estar na escola. E assim a gente vai avançando e fazendo — disse em entrevista à NSC TV nesta quarta-feira (17).

Com 1.609 mortes em 17 dias em SC, março é o mês com mais óbitos na pandemia

Santa Catarina vive a expectativa de possíveis medidas contra o coronavírus porque vive o pior momento da pandemia, com recorde de mortes diárias e lotação em UTIs dos hospitais.

Durante a conversa na Casa d’Agronômica, residência oficial do chefe do Executivo, em Florianópolis, Moisés afirmou que serão levados em conta dados dos últimos três fins de semana para avaliar a adoção da medida novamente.

Além de falar das medidas, Moisés pontuou que a economia precisa de atenção. De acordo com Moisés, o governo trabalha com linhas de crédito e estuda a estruturação de leis de incentivo para socorrer setores como o de eventos.

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— Nós temos mais de R$ 2 bilhões em linhas de crédito pelo Badesc [Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina] e pelo BRDE [Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul] também em socorro das vítimas — afirmou.

O governador disse ainda que trabalha para aumentar a capacidade dos hospitais, e defendeu a vacinação como saída para o fim da crise sanitária. Moisés recebe os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Júnior, na tarde desta quarta. Entre os assuntos está a articulação para mais doses de vacinas. O gestor catarinense defende uma compra centralizada de doses.

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Piora na pandemia

Moisés disse que houve uma piora da pandemia por conta da nova cepa brasileira do coronavírus. Segundo ele, a variante é responsável por cerca de 80% dos casos no estado. Até a noite de terça-feira (16), 8,9 mil pessoas haviam morrido por conta da doença no estado. O número de pessoas contaminadas no período chegou a 740.856.

Segundo Moisés, a pactuação de novos leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não consegue vencer a alta demanda da doença. Mas afirmou que as pessoas que aguardam por um leito especializado estão sendo tratadas de forma muito parecida. São 442 pacientes à espera por vagas no estado.

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Na segunda-feira (15), a Justiça Federal decidiu que os técnicos que trabalham no Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) devem ser os responsáveis por avaliar os pedidos de fechamento de atividades não essenciais por até 14 dias em Santa Catarina para frear o contágio da Covid-19. O governo catarinense recorreu da decisão, pois segundo o governador, os bloqueios penalizam os trabalhadores.

— A posição do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de pedir o lockdown, na nossa avaliação, acaba penalizando as atividades regradas, aqueles que têm regras para cumprir, o cidadão que trabalha. E não é nesse ambiente de trabalho que o grande vetor, que a grande taxa de transmissibilidade mora. Nós temos a clandestinidade, as festas clandestinas. Nós temos os encontros de finais de semana e, por isso, nós estamos selecionando, só fazendo isso de forma seletiva no entendimento da nossa fiscalização aquilo que precisa ser atacado hoje, aquilo que precisa ser contido para que a gente não prolifere e, também, não penalize aquele que trabalha com regras — colocou.

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