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    Fechamento de Drive-in escancara falta de coerência e planejamento em SC

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    Por Renato Igor
    27/06/2020 - 15h27 - Atualizada em: 28/06/2020 - 09h16
    Drive-in na Arena Petry, em São José (Foto:divulgação)
    Drive-in na Arena Petry, em São José (Foto:divulgação)

    A determinação pela proibição de drive-in em Santa Catarina escancara a insegurança jurídica, falta de coerência e planejamento do Estado. É de uma arbitrariedade sem tamanho e encontra-se dificuldade para entender qual a justificativa científica. Houve até polícia para impedir a entrada de clientes no Drive Park, no Norte da Ilha, em Florianópolis. 

    Em São José, na Arena Petry, clientes já haviam comprado ingressos para eventos e tudo foi cancelado. O que não se entende é que há poucos dias o próprio governo de SC estabeleceu regras rigorosas e anunciou o sistema de drive-in, uma forma criativa inventada pelas casas de shows para sobreviver em meio à crise com a proibição de festas e apresentações artísticas, por exemplo.

    > A região metropolitana da Grande Florianópolis é ficção científica

    O decreto do governo do Estado que proíbe atividades é do dia 5 de junho, só que três dias depois, no dia 8 de junho, a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) lançou o "Guia com recomendações para eventos Drive-in", em Santa Catarina.

    O documento detalha as diretrizes para a retomada dos eventos na modalidade durante o enfrentamento à pandemia da Covid-19 em Santa Catarina. O Guia foi elaborado de acordo com a Portaria nº 391 publicada pela Secretaria do Estado de Saúde (SES) que, além de liberar o retorno do serviço, também determina o regramento.

    As 41 regras estão claras, as pessoas ficam dentro do carro e com distanciamento. Estão incluídos nos eventos de drive-in cinema, shows, palestras e outras modalidades. O guia é destinado a participantes de eventos, empreendedores, trabalhadores, autoridades de saúde e a população em geral.

    > A semana foi de canetaço contra a diversão dos catarinenses

    Os empreendedores se adaptaram às normas, investiram e treinaram as equipes, gastaram em divulgação e, agora, manda-se fechar tudo. É uma incoerência muito grande. Precisamos aprender a conviver com o vírus dentro de protocolos de segurança e punir quem desrespeita as regras, e não quem as cumpre. Mas o poder público tem preferido punir quem cumpre as regras.

    Andar de ônibus pode. Ficar dentro do carro para ver um filme não pode. Tem explicação científica para isso? É lamentável.

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