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Médico alerta para piora da pandemia em SC e diz que 40% dos que passam por intubação deixam de trabalhar

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Por Renato Igor
28/02/2021 - 11h27 - Atualizada em: 01/03/2021 - 11h03
Dados sobre internações e intubação preocupam
Dados sobre internações e intubação preocupam (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

O professor Lúcio Botelho, epidemiologista do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) escreveu para a coluna um diagnóstico do estágio atual da pandemia no Estado. Ele cita que estamos no pior cenário e que o mesmo pode se agravar. 

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Botelho aponta, ainda, a necessidade de medidas mais fortes e que 40% dos pacientes que passam por intubação não voltam a trabalhar. Os casos ativos de coronavírus em Santa Catarina atingiram neste sábado (27) o maior número desde o início da pandemia (35.192). A ocupação dos leitos adultos de UTI exclusivos para coronavírus chega a 95%. Foram registradas 72 novas mortes pela secretaria de Saúde (SC) neste sábado.

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Confira o relato:

"Após um ano de pandemia, vemos o pior cenário acontecer, atônitos pela certeza de que irá piorar. As evidências, amplamente colocadas por todos os que se baseiam em ciência, tem como sustentação indicadores sólidos de progressão dos casos e ocupação dos serviços de saúde, desde ambulatoriais até leitos de UTI.

Além disso, o surgimento e circulação de novas e piores cepas, inconstância de um fluxo vacinal efetivo e concreto, e a absoluta inconsequência de escolas abertas com alta incidência de casos, demonstrado pelos testes em locais onde foram testados os professores.

Não bastasse isso, 1 em cada 4 pacientes que passam por intubação reinterna ou morre em um ano e cerca de 40% não volta a trabalhar. Sequer do prisma da economia existe argumentação que sustente a não adoção da medida, aliás sugerida por nós da saúde pública da UFSC em julho passado, de um fechamento por tempo determinado, planejado, controlado, para quebrar a cadeia de transmissão do vírus.

Continuar com medidas parciais de controle e transferindo responsabilidades não irá impactar nossa saúde, os hospitais encherão e a mortalidade aumentará, por falta de capacidade assistencial. Já passou da hora de uma ação dura, enérgica, porém responsável pela preservação da vida em sua dimensão maior."

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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