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    O voto que mudou a história

    "Ninguém me ligou. Fui resiliente", diz Sargento Lima sobre voto pró-Daniela

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    Renato
    Por Renato Igor
    26/10/2020 - 15h55 - Atualizada em: 27/10/2020 - 16h31
    Sargento Lima
    Sargento Lima diz que votou pela consciência (Foto: Banco de dados)

    Responsável pelo voto divergente entre os deputados estaduais que colocou Daniela Reinerh no governo do Estado a partir desta terça-feira (27), Sargento Lima (PSL) nega qualquer tipo de interferência do Palácio do Planalto em sua posição pelo arquivamento do processo de impeachment contra a vice-governadora.

    — Nenhum deputado estadual, nenhum deputado federal, nenhum senador, nenhum ministro e nem o presidente ligou para mim. E se ele (Jair Bolsonaro) ligasse, e não me autorizasse a falar, eu não falaria. Mas ninguém ligou para mim - afirmou o deputado em entrevista ao Estúdio CBN Diário desta segunda-feira (26).

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    O voto do deputado no Tribunal de Julgamento causou estranheza na Assembleia Legislativa (Alesc), pois os outros quatro parlamentares fecharam questão pela admissibilidade do processo tanto contra Carlos Moisés quanto contra Daniela. Houve pressão, na própria sessão do tribunal, dos parlamentares para que Sargento Lima mudasse o entendimento.

    — Não existe acordo em torno de voto, senão bastaria um deputado representar os demais. Não sei onde querem chegar com esse comentário de acordo. O voto é individual. Tenho total liberdade de votar como eu quero. Cheguei a deputado estadual sem ajuda partidária, sem ajuda de A, B, C, meu partido era nanico. Foi só com ajuda do meu presidente. Não tenho cargos na Alesc e muito menos no governo, nem pretendo tê-los, tenho liberdade para votar como eu quiser. Muitas vezes se cria uma mística em torno do assunto. 

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    O deputado entende que só Carlos Moisés é responsável pela equiparação salarial dos procuradores do Executivo aos do Legislativo, pivô do processo de impeachment.

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    — O que me levou a votar daquele jeito foi que o governador teve todo tempo para trabalhar essa questão, a vice teve cinco dias úteis no governo. Seria injusto. Ele iniciou muito mal essa negociação salarial dos procuradores e só poderia terminar mal mesmo.

    Agora, o parlamentar defende apoio à governadora, que assume por até 180 dias:

    — A minha parte eu fiz, que foi votar. A sociedade civil, o empresariado, a imprensa, o meio político, todos tem de ajudar Santa Catarina agora. O Estado ficou três meses parado em torno do impeachment e pouco se falou em recuperação da economia. Não tenho a menor pretensão de ser líder do governo ou qualquer outra coisa. Votar não significa garantir um cargo, um salário, algo do tipo. Quem faz isso tá fazendo errado, é feio.

    Ouça a entrevista:

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