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Quanto menores as restrições, mais as aulas estarão comprometidas em SC

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Por Renato Igor
02/03/2021 - 05h12 - Atualizada em: 02/03/2021 - 16h09
Volta às aulas em Santa Catarina
Volta às aulas em Santa Catarina (Foto: Cristiano Estrela/Secom/Divulgação)

Meus filhos voltaram à escola na semana passada após um ano em casa. Quem tem filhos pequenos sabe o que isso representa e o quão danoso foi o ano perdido de 2020 para o amadurecimento e aprendizado deles. Sente-se, claramente, a alegria das crianças e como é importante a presença na escola. Estar com os colegas, aprender a viver com os amigos, ver o diferente, disputar o brinquedo e não estar grudado na mãe e no pai por 24 horas. Ações comuns e vitais no desenvolvimento das crianças.

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Vivemos, entretanto, o cenário mais grave da pandemia no Brasil e em Santa Catarina. Um estágio diferente do ano passado, que já era ruim, mas fica dramático com as novas cepas da Covid-19, as aglomerações e o resultado do feriado de carnaval.

Os especialistas apontam essas novas variantes do vírus como uma das importantes causas do momento atual. Mesmo tendo muito a descobrir sobre a doença ainda, o que já se sabe sobre as novas cepas é que elas possuem maior poder de propagação. Essa é a diferença, pois o comportamento das pessoas, na média, não mudou.

As aulas presenciais não são causa dessa tragédia. Quanto maiores forem as restrições de outras atividades, mais as aulas estarão preservadas. Quanto menores forem as restrições, mais as aulas estarão comprometidas. O comportamento da comunidade se reflete na escola. Que as aulas presenciais sejam as últimas atividades a serem paralisadas. Trata-se de serviço essencial e garantido em lei. Foi assim nos Estados Unidos e Europa. Aqui, as aulas presenciais pararam enquanto quase tudo seguia funcionando. No primeiro mundo, as aulas na escola foram as últimas a parar. Questão de prioridades.  

Se for o caso das autoridades classificarem a situação tão grave que até as aulas presenciais precisam ser paralisadas, que assim seja, infelizmente. O sistema hospitalar colapsa. O ideal é testar, monitorar, rastrear e fechar pontualmente onde os casos forem aparecendo. Se precisar fechar tudo, lamenta-se. O que pode ser pior do que colapsar o sistema hospitalar? O que vem depois disso? Dispensável até escrever sobre. Mas o estágio atual talvez exija medidas mais drásticas como a suspensão das atividades presenciais.

Como já escrevi antes, infelizmente, a volta às aulas presenciais tem tudo para ser um voo de galinha. A educação será vítima da irresponsabilidade.

Uma lástima.

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Apresentador e comentarista na CBN Diário e NSC TV, Renato Igor faz análises e traz as notícias sobre o que acontece em Santa Catarina e o que influencia os rumos do Estado.

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