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A bola parou de rolar em Santa Catarina

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Por Roberto Alves
06/03/2021 - 07h00
Com o cancelamento de eventos esportivos e algumas cidades do Estado, federação e clubes estudam o futuro do Campeonato Catarinense deste ano
Com o cancelamento de eventos esportivos e algumas cidades do Estado, federação e clubes estudam o futuro do Campeonato Catarinense deste ano (Foto: Felipe Carneiro, BD)

O presidente da FCF definiu a sequência do Campeonato Catarinense. Nada que um novo conselho técnico, envolvendo todos os participantes da Série A do Estadual, possa resolver. É preciso que haja bom senso e responsabilidade. Vivemos uma calamidade. 

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A paralisação poderá ser maior, se não houver a colaboração de todos. O que aconteceu na virada do ano, no carnaval clandestino em muitos lugares, o desrespeito as determinações das autoridades da saúde nos levou esta semana a números absurdos de crescimento da Covid-19. Para quem acha que está tudo bem, tivemos na última semana um crescimento de 170% dos números com relação a semana anterior.

Isso revela o desprezo de grande maioria da população que entende não estar acontecendo nada quando atingimos a marca de mais de 1,9 mil mortes em apenas um dia no país. E daí, vamos continuar perdendo vidas? Estamos transferindo pacientes para outro estado e isso parece que não sensibiliza algumas ou muitas pessoas.

O futebol sai de campo pelo menos pelos próximos dias. Decisão de bom senso e responsável. Começou com decretos de municípios proibindo os jogos do Estadual tendo em vista a calamidade na saúde. Chapecó, Criciúma, Tubarão e depois Florianópolis. A FCF já havia anteriormente adiado três jogos do Joinville, que chegou a  ter 30 profissionais infectados. Mesmo observando as determinações do protocolo da saúde, os jogos, viagens, restaurantes, hotéis,  a circulação é perigosa.

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O presidente da FCF, Rubens Angelotti, desde o primeiro momento foi sensível ao problema. Deixou o regulamento de lado para entender o estado de exceção em que vivemos. Por que continuar? A vida em primeiro lugar. A vacina em seguida. O momento é de respeito às determinações do uso de máscara e isolamento, mesmo com a vacina. São medidas básicas.

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A MULHER

A semana começa com o Dia Internacional da mulher, segunda-feira, dia 8. De uma época para cá, ouvi muito uma expressão “direitos iguais”. Perfeito. A competição entre homem e mulher ganhou proporções de igualdade em todos os segmentos. Justo.

Lembro que o primeiro jogo de futebol feminino por aqui foi no Estádio Adolfo Konder. Uma grande promoção. A rapaziada queria ver as meninas de calções curtos. Ledo engano. Uniforme às antigas: calções que deixavam de fora apenas os joelhos.

O FUTEBOL

A chegada ao futebol no Brasil demorou um pouco. Até hoje ainda se fala em preconceito contra a mulher no futebol. Elas abrilhantam os estádios, dão colorido necessário a um jogo, com charme e beleza até partir para o campo.

PROFISSIONALISMO

Vencidas muitas barreiras, hoje joga-se futebol de qualidade pelo país. Aqui, temos a força do Avaí/Kindermann, um dos primeiros times profissionais do Brasil. Seleção Brasileira, Copa do Brasil, Mundial de Clubes, seleções, árbitras, técnicas... Enfim, a mulher entrou no futebol para ficar. Salve o Dia Internacional da Mulher.

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TOQUE DO BOB

> Calendário (1): Falou-se tanto, discutiu-se em demasia, clubes, dirigentes, todos queriam um calendário. Ele veio carregado de competições. Agora, a reclamação de jogos em excesso.

> Homem forte: Francisco Battistotti é o primeiro presidente da Associação Brasileira de Clubes de Futebol, entidade recém-criada. Formada por 23 clubes, Battistotti foi unanimidade na escolha. É bom o homem.> Calendário (2): Temos três jogos adiados no Estadual por conta da pandemia. Vem aí a Copa do Brasil paralela ao campeonato. As duas próximas quartas feiras, 10 e 17, estão reservadas para os primeiros jogos. Em seguida, virão as reclamações dos clubes que estão jogando demais em curto espaço de tempo. > A Copa: Além da própria Copa do Brasil, nossos representantes vão travar uma batalha interna. Quem fará a melhor colocação no torneio? Sem contar a Chape, que entra na terceira fase, pelo título da Série B do Brasileiro.

> Os adversários (1): Em uma análise superficial não vejo muita dificuldade em avançar na primeira fase. O Criciúma enfrenta o Marília, equipe forte do interior de São Paulo e acostumada a grandes jogos. O Joinville tem o Santa Cruz-RS como adversário. > Os adversários (2): O Brusque pega o Retrô, em Pernambuco; o Avaí jogará com o Palmas, em Tocantins, e o Figueirense vai a Cascavel (PR) enfrentar o time da casa. > O momento: Pode não acontecer, mas parece que a obrigação é do Brusque e Avaí, que estão, quem sabe, um pouco mais a frente. Criciúma, Figueirense, Joinville e Marcílio Dias continuam em formação. > Tinha que ser: Prevaleceu o bom senso da FCF. Era impossível manter o jogo do Joinville na última quinta-feira, dia 4, com apenas oito jogadores em condições e quase 30 profissionais com Covid-19.

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Referência por resgatar a memória do Esporte catarinense, fatos do dia a dia e pitorescos, misturando bom humor e seriedade na dose certa.

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