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Clubes e federação trabalham para volta das torcidas ao estádio em SC

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Por Roberto Alves
09/01/2021 - 07h00
Torcida no estádio de futebol
Tratativa tem como objetivo atingir o clássico Avaí e Figueirense, marcado para o dia 7 de março, na Ressacada, pela 3ª rodada da 1ª fase do Campeonato Catarinense (Foto: Tiago Ghizoni, BD, 17/3/2019)

O ano de 2021 começou com uma notícia que é mais um desejo perigoso do futebol. A volta do torcedor ao estádio. A informação foi dada no Debate Diário, da rádio CBN Diário, no primeiro dia do ano de 2021, pelo presidente da Associação de Clubes, Francisco Battistotti.

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Clubes e federação vão tentar junto ao governador do Estado um retorno de 30% de público da capacidade dos estádios e somente para sócios. A tentativa tem como objetivo atingir o clássico Avaí e Figueirense, do dia 7 de março, já pelo Campeonato Estadual deste ano.

Pela capacidade da Ressacada, 18 mil em números redondos, teríamos 5,4 mil torcedores presentes. O Estatuto do Torcedor garante ao time visitante 10% dos ingressos. Portanto, deste número, o Figueirense teria direito a 540 ingressos, ficando o restante com o Avaí.

E a distribuição da torcida no estádio? Conseguiriam manter o distanciamento exigido pelas autoridades da saúde? Pleitear a volta do torcedor não é proibido. Não vejo, sinceramente, condições no momento para tanto.

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Nem pensar

Estamos vivendo um segundo momento extremamente perigoso da pandemia. As praias lotadas, as festas de fim de ano foram feitas, os decretos desrespeitados e a conclusão está nos números crescentes da pandemia no início do novo ano. Estamos vendo também declarações fortes dos infectologistas sobre a pandemia. Acredito que nenhum dos especialistas assinaria uma decisão de autorizar a volta da torcida ao futebol. Uma responsabilidade que acredito ninguém assinaria.

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Argumentos

Os dirigentes do futebol, segundo informações apuradas pela coluna, vão tentar convencer o governador para a volta do torcedor com providências que o futebol tem tomado. Na verdade, os cuidados têm sido grandes, o respeito às determinações não só das autoridades, mas igualmente dos departamentos médicos dos clubes, providências, cuidados especiais, os testes antes de cada jogo, tudo tem sido feito. Argumentos bons, mas não suficientes para se pensar em jogos com torcida.

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Tem direito

O futebol tem sofrido muito com a pandemia. Não só ele. O que está em jogo neste momento é a vida. Mesmo que o ser humano não tenha entendido o que está acontecendo e continua desafiando a pandemia como se nada houvesse, precisamos ser responsáveis, não só por nós, como pelo semelhante que pode ser atingido. O direito da reivindicação faz parte do jogo.

Como o futebol apresentará números e providências, certamente, o mesmo argumento apresentará o governo para não ceder.

Minha opinião

Quando as autoridades reiniciaram o futebol fui contra. Achei a decisão precipitada por entender que não era o momento. Os números cresciam e seguem crescendo até hoje. Entre altas, baixas e estabilidades, estamos vivendo um segundo momento de alta da pandemia quem sabe mais perigoso ainda. 

O que precisamos neste momento é de mais responsabilidade, combater o vírus com as determinações de isolamento e pouca circulação, principalmente em festinhas perfeitamente dispensáveis e que nada acrescentarão às nossas vidas no momento. Caso contrário, vamos conviver com o vírus por muito mais tempo do que imaginamos.

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Toque do Bob

Mais um ano se foi e o nosso futebol fica devendo uma posição mais sólida no cenário nacional. Terminamos 2020 em queda.

Tivemos algumas coisas positivas, mas foram poucas. A recuperação do Brusque na Série C foi uma delas. A possibilidade de o Mrcílio Dias alcançar a Série C é outra.

A Chapecoense, que foi líder do campeonato, perdeu a posição. Mas está praticamente classificada para voltar a Série A. Foi o fato positivo do ano passado.

Avaí dá sinais de que vai permanecer na Série B e o Figueirense luta para não cair para a Série C, justo no ano do centenário.

Nosso campeonato terá mais dois clubes este ano. Um equívoco dos próprios clubes. O Metropolitano jogará na Ressacada por falta de estádio. Algo que não deixa de ser triste para uma cidade importante e forte economicamente como Blumenau.

Alguém me garante que todos os clubes chegarão ao final do campeonato sem problemas financeiros e atacados pela pandemia? Torço para estar errado.

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Referência por resgatar a memória do Esporte catarinense, fatos do dia a dia e pitorescos, misturando bom humor e seriedade na dose certa.

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