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O ressurgimento do basquete: SC é vice-campeã nacional

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Por Roberto Alves
28/08/2021 - 07h05
Sob o comando de João Camargo, a equipe de Blumenau chegou à final da Liga Nacional de basquete feminino e ficou com o vice-campeonato
Sob o comando de João Camargo, a equipe de Blumenau chegou à final da Liga Nacional de basquete feminino e ficou com o vice-campeonato (Foto: Vitor Bett, Divulgação)

Blumenau, Joinville e Florianópolis por muito tempo protagonizaram os melhores jogos de basquete no Estado. A rivalidade esquentava nos Jogos Abertos de SC. As partidas eram decididas por um ponto em geral, dado o equilíbrio. Vivi muitas emoções com o microfone nas mãos, câmera no lado narrando grandes decisões, a maioria com Blumenau sempre na final, e contra a Capital. Tempo de João Camargo, Iberê e os dirigentes Ramiro Ruedger e João Burger, um grupo que tornou Blumenau quase imbatível nos Jasc.

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Os anos 1970 e 1980 foram especiais para o basquete de Florianópolis, comandados por Rubens Lange, Jorge Martins, Torrado, Machadinho. Joinville tinha Indaial, Ivo, Murici, comandados pelo Tojal e mais tarde na Liga Nacional com Alberto Bial. E Lages, não podemos esquecer, com o grande Álvaro Muniz, Kalú, Silvio, Bicão, Dárcio, entre outros.

De repente, não se falou mais do basquete catarinense. Registre-se o trabalho que faz a federação catarinense e os técnicos e professores Kênio Nunes, do IEE, e Gilberto Vaz, da Udesc, para trazer Florianópolis de volta ao cenário do basquete. Estamos resgatando nossa própria história. E novamente por Blumenau, com sua equipe feminina vice-campeã brasileira, feito conquistado domingo passado.

Precisamos aproveitar este momento para trazer de volta estes grandes municípios do Estado às quadras. E mais, o Oeste catarinense, Brusque de grande tradição na modalidade, Itajaí, o Sul do estado, na possibilidade de um grande Jasc em novembro, em São José.

Motivar o evento, organizá-lo de forma a mostrar a importância dele e fazer com que o público, que espero até lá já esteja de volta aos ginásios, compareça e volte a se emocionar.

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João Camargo

Ele foi um dos grandes nomes que vi nas quadras de basquete em Santa Catarina. A história esportiva foi construída em Blumenau. Virou técnico, assistente da Seleção Brasileira masculina adulta e técnico da Seleção Brasileira feminina na base transformou-se em um revelador de atletas. Vice-campeão com a KTO/Blumenau no último domingo, dia 22, Camargo veio, viu e venceu.

Esta semana conversei com ele, recordando histórias maravilhosas, especialmente dos Jasc. A rivalidade Blumenau x Florianópolis, o potencial do nosso basquete na época, a recuperação da modalidade e o futuro. Tudo isso você confere no “Giro Total” deste domingo, dia 29, no quadro “Sala VIP”. Não perca!

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Está faltando ele 

O centroavante do Figueirense, Bruno Paraíba, parece ser o ponto destoante do Alvinegro. Não há aqui nenhum desejo de comparação. O técnico Jorginho parece ter acertado o posicionamento e os jogadores ideais para uma arrancada em direção ao acesso. Percebe-se claramente que falta o fazedor de gols.

Com o crescimento e as duas vitorias seguidas do time, Bruno melhorou, mas ainda falta definir o jogo. Neste domingo, dia 29, ele terá mais uma oportunidade para dizer a todos que tem condição de ser o dono da posição.

A diferença 

A importância de um jogador para o seu time se mede quando ele não está em campo. É o caso do volante Bruno Silva, do Avaí. Dono de um futebol de qualidade, experiente, líder em campo, foi quem mais fez falta na derrota para o Coritiba. Bruno precisa de cuidados especiais, inclusive de um acompanhamento especial para que o emocional em campo não seja atingido.

A experiência que tem não permite tomar um cartão amarelo a cada jogo. A partir de agora, quando o campeonato começa a se definir, o Avaí precisará dele em campo em todos os jogos.

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Giro Total 

VAR (1): Muita Lambança no último final de semana com a implantação do VAR, o árbitro assistente de vídeo, também na Série B do Brasileiro.

VAR (2): Em Campinas (SP), quando mais se precisava esclarecer um lance, o VAR não funcionou, e o árbitro de campo marcou um pênalti que até hoje estamos em dúvida se foi ou não. 

VAR (3): Em Goiânia, a Chapecoense sentiu o crivo do VAR nos acréscimos, quando vencia o Atlético-GO, e um pênalti foi marcado, interferindo no resultado final do jogo, e impedindo a primeira vitória do Verdão do Oeste no campeonato.

VAR (4): Na Ressacada, Edilson cobrou uma falta de dois toques marcada pelo árbitro na cobrança, a bola raspou no braço de um jogador do Coritiba e entrou, configurando os dois toques. Gol legal. Nem o campo, nem o VAR se manifestaram. 

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Chegada: A LA Sports está dando sua cara ao time do Figueirense. O lateral-esquerdo Eltinho é mais um que chega. Para compor o grupo certamente. Renan Luiz é mais jogador. Aliás, o time quase inteiro é da LA Sports.

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Referência por resgatar a memória do Esporte catarinense, fatos do dia a dia e pitorescos, misturando bom humor e seriedade na dose certa.

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