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Pista indoor de atletismo em Santa Catarina

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Por Roberto Alves
23/04/2022 - 07h00
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Visão geral da pista de Belgrado, que recebeu as provas do Mundial Indoor de atletismo (Foto: World Athletics, Divulgação)

Santa Catarina trabalha para construir a primeira pista de atletismo indoor do Brasil e a segunda na América do Sul. O Instituto Federal Catarinense (IFC), localizado em Camboriú, está desenvolvendo um projeto para construir um grande centro multiesportivo, englobando várias modalidades, entre elas o atletismo.

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O projeto inicial previa uma pista oficial de 400 metros descoberta. Após várias reuniões com lideranças da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e da Federação Catarinense de Atletismo (FCA), o projeto foi revisado e a intenção é a construção de uma pista indoor com a medida oficial, de 200 metros.

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A ideia foi amplamente aceita pela equipe de trabalho, pois a estrutura trará um grande impulso à modalidade, ao município e Santa Catarina, com a possibilidade de receber eventos nacionais e internacionais. Além disso, a pista servirá como base para campings de treinos, centro de treinamento e, nos meses frios, um ótimo local para a preparação das equipes de SC e do Brasil.

O trabalho concentra-se junto a Secretaria Especial de Esporte e a bancada do esporte para a liberação dos recursos e que o projeto efetivamente saia do papel. Para a CBAt, a construção da pista é uma prioridade. Com o Mundial de Atletismo Indoor disputado na Sérvia no final de março e o ótimo resultado alcançado pelo Brasil (o país foi o 5º colocado na classificação geral, com a medalha de ouro do catarinense Darlan Romani no arremesso do peso, a prata de Tiago Bráz no salto com vara e sete atletas entre os dez melhores do mundo), o sonho da construção de uma pista indoor em SC torna-se ainda mais necessário e palpável.

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Será um grande impulso para a preparação da equipe nacional em diferentes provas. Como o Brasil não dispõe de uma pista indoor, nossos atletas muitas vezes têm o primeiro contato com as instalações nas competições disputadas em outros países. Estamos na torcida e na expectativa para que este projeto se torne real.

Dentro da nossa realidade

O campeonato recém começou e a derrota do Avaí para o Corinthians não traz nenhuma novidade, a não ser a forma equivocada e os erros cometidos. Isso traz preocupação. Agora, o adversário é o Goiás, time que já passou por Libertadores e Sul-Americana. É jogo para vencer, caso contrário começará um rotulo de candidato a cair novamente.

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Eduardo Barroca, técnico do Avaí
(Foto: )

Com todo o respeito devido ao adversário, o Avaí precisa fazer os três pontos. E cabe ao técnico Eduardo Barroca (foto) montar a forma de conseguir. Este sim é o jogo da ambição com a participação da torcida. Que se apague aquele jogo diante do Corinthians. Vamos para o nosso campeonato, onde temos chances de permanecer, desde que se jogue um pouco de futebol.

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Recordações (1)

Outro dia vi no Globo Esportes, da NSCTV, uma matéria do repórter Marcelo Siqueira sobre a história da grande Ruth Hoffmann. Lembrei do saudoso Manfredo Hoffmann e o trabalho que a cidade de Brusque sempre fez em várias modalidades esportivas. Ruth foi atleta exemplar, jogou vôlei no primeiro Jogos Abertos de SC, ajudou na formação de atletas, atuou na equipe veterana. A filha Heloisa também foi atleta de vôlei. Manfredo deve estar orgulhoso, onde quer que esteja.

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Recordações (2)

Em 1985, durante os 25º Jasc, em Brusque fiz minha grande transmissão na televisão e não foi futebol. As equipes femininas de vôlei de Brusque e Blumenau decidiam a modalidade. O jogo era às 20h, e às 16h, o Bandeirantes (local do jogo) havia fechado os portões de entrada. Cyro Gevaerd, prefeito de Brusque, e Manfredo Hoffmann não tiveram coragem de ir ao ginásio. Preferiram assistir pela TV. Depois me disseram: “Era melhor ter ido ao jogo. Quase matasse a gente do coração”. Brusque venceu por 3 sets a 2, coisa rara de ocorrer, uma derrota de Blumenau, que era comandado pelo técnico Valmor Buss. Saudade.

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Recordações (3)

Os Jasc foram têm momentos inesquecíveis na minha carreira. Devo ser um dos responsáveis pela rivalidade de algumas cidades com a Capital em várias modalidades. Tínhamos na Capital muita força no esporte. Na nossa frente, tínhamos Blumenau e Joinville.

Decisão de basquete no Galegão, o time de Florianópolis era bom. Blumenau tinha dois gigantes: Camargo e Iberê. Um ponto foi a diferença e no segundo final. Bola caindo e o apito encerrando o jogo. Desesperador, depois de uma semana em que cravei firme a vitória de Florianópolis. Jorge Martins, técnico do time da Capital, foi suspenso durante a semana. Ao apito final, voou cadeira para todo lado.

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Giro Total

> Mudou:

O que era nosso melhor e maior evento esportivo do Estado virou competição política e financeira de município contra município. 

> Luiz Gomes:

O saudoso prefeito de Joinville Luiz Gomes me disse certa vez: “Se vencer a eleição e for prefeito, vou ganhar de Blumenau e interromper a sequência de títulos dos Jasc deles”.  

> O regulamento:

Com regulamento aberto que permitia tudo, Gomes formou uma equipe diretiva forte onde tinha o Kioshi Otuki, Madiel Granjeiro, Fauzi Miguel, Luiz Carlos Santiago e passou a contratar gente de fora. Ganhou. Fácil. 

> Repercussão:

A entrevista que fiz com Deraldo Oppa, presidente da Federação Catarinense de Atletismo e que chefiou a delegação brasileira no mundial de Indoor na Sérvia, repercutiu bem. Pessoal quer saber de todos os esportes.

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Referência por resgatar a memória do Esporte catarinense, fatos do dia a dia e pitorescos, misturando bom humor e seriedade na dose certa.

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