Em atualização sobre a preparação para a reforma da Cidadela Cultural, a prefeitura de Joinville informou que o projeto para o escoramento de edificações está na fase final e, na sequência, serão contratadas as obras. As informações passadas ao Ministério Público de Santa Catarina não citaram prazos para a instalação das escoras, procedimento anunciado inicialmente em 2023 – houve necessidade de revisão.

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Confira imagens da Cidadela

A prefeitura também respondeu sobre a o andamento da futura concessão do complexo, reafirmando que pretende atender aos prazos de reforma e utilização da Cidadela dentro dos prazos determinados em decisão judicial, em ação ao MP. O município alegou que os estudos sobre a concessão estão na fase final. As próximas etapas serão abertura de consulta pública.

O escoramento emergencial faz atende também determinação judicial, de preservação das edificações. Há estruturas deterioradas, em ruínas, com interdições pela própria prefeitura. Um dos setores foi atingido por incêndio, em 2021. Em 2023, foram identificados onze locais com necessidade de instalação de escoras.

Os pontos foram incluídos em edital para contratar as obras, mas a concorrência foi suspensa. Novo laudo sobre as condições dos prédios foi elaborado e, é com base nesse estudo, que o novo projeto de escoramento está sendo elaborado.

Custo

A reforma do complexo é estimada em R$ 70 milhões. Uma das receitas da futura concessão será a possibilidade de construção de prédio de até 20 andares para uso residencial, comercial ou misto. O complexo de antiga fábrica de cerveja foi comprado pela prefeitura há 25 anos, sem nunca ter sido providenciada a reforma. Os prazos para a restauração se estendem até 3 de novembro de 2029.

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Antes da Antarctica, o complexo foi sede da Catharinense, a maior cervejaria de Santa Catarina na primeira metade do século passado, com a fabricação de 18 mil hectolitros por ano. A venda para a Antarctica foi em 1948. A produção foi encerrada em 1998, com a venda do imóvel para a prefeitura em 2011.