Em recomendação enviada nesta quinta-feira à prefeitura de Joinville, a Defensoria Pública de Santa Catarina sugere a adoção de medidas mais restritivas para combater o coronavírus, com permissão apenas de atividades essenciais nos próximos 14 dias. Se a proposta não for atendida, há possibilidade de apresentação de ação judicial. Neste momento, a prefeitura vem descartando novas medidas a curto prazo.

Continua depois da publicidade

> Prefeito de Joinville aponta oferta de cloroquina para tratamento precoce como “avanço”

> Saiba quais são os critérios para fazer o teste para coronavírus em Joinville

“As últimas restrições adotadas pelo município de Joinville, especialmente no tocante ao isolamento domiciliar compulsório de idosos e ao funcionamento de bares, restaurantes, tabacarias e similares, aparentemente não se revelaram eficazes para propiciar a redução ou a estabilização no número de casos confirmados, de internações em leitos de enfermaria ou UTI e de óbitos decorrentes da Covid-19”, alega a Defensoria na recomendação.

No documento enviado ao prefeito Udo Döhler e ao secretário de Saúde, Jean Rodrigues da Silva, a Defensoria cita uma série de situações envolvendo a pandemia. Na lista, entre outros motivos, está o crescente número de casos de coronavírus e o aumento da ocupação de leitos hospitalares. O maior número de mortes em julho foi incluído, assim como o novo status da classificação de risco do governo do Estado para a regional de saúde Nordeste, da qual Joinville faz parte (a situação passou para o nível “gravíssimo”). A determinação de mais restrições em municípios da região Sul foi citada. A manutenção de atividades e serviços não essenciais é apontada pela Defensoria como motivo de maior circulação de pessoas e, com isso, maior contágio do coronavírus.

Continua depois da publicidade

Destaques do NSC Total