Há quase duas décadas, o governo do Estado tentou participar de novas duplicações de rodovias federais – até aquele momento, apenas o trecho Norte da BR-101 havia passado por ampliação. Em artigo sobre a descentralização, publicado na década seguinte, já como senador, Luiz Henrique da Silveira, falecido em 2015, lembrou do episódio, citando que a União não concordou com a demanda de Santa Catarina.
Continua depois da publicidade
> Fatia do repasse de SC para rodovias federais vai para supervisão e gestão ambiental das obras
> Acesse para receber notícias de Joinville e região pelo WhatsApp
“E o que dizer das rodovias? Por que são federais aquelas que começam e terminam no território catarinense? Caso da 280, da 470 e da 282? Por que são federais? Simplesmente porque o dinheiro está na Capital da República. Logo que assumi meu primeiro mandato de governador, propus ao governo federal que o Estado assumiria aquelas rodovias, entrando com 30% do custo da duplicação. Mesmo com a perspectiva de lucrar um terço naquelas obras, o governo central recursou a oferta generosa do Estado. Passaram-se 13 anos. A 470 e a 280 estão do mesmo jeito”.
Este é trecho de artigo de LHS publicado em 2014 em “A Notícia”. LHS assumiu seu primeiro mandato como governador em 2003. Luiz Henrique tinha até a proposta de construção, pelo Estado, de um traçado paralelo em trecho da BR-280. Quase duas décadas depois, a participação do governo em duplicação de estradas federais iria se confirmar por meio do repasse de R$ 465 milhões do governo Carlos Moisés para quatro rodovias. Duas das estradas citadas, a 280 e 470, estão previstas no termo de cooperação.
Continua depois da publicidade
> Complexo de R$ 100 milhões no Moinho Joinville terá medidas para mobilidade
> Com reforma, Parque da Cidade de Joinville chega aos dez anos
> Por que a manutenção de ruas em Joinville só é feita em vias “oficiais”
> Como vão funcionar os ônibus “executivos” em Joinville, a ser lançados no mês que vem
