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Por que há o temor em Joinville de maior risco de agravamento da pandemia de coronavírus

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Saavedra
Por Saavedra
08/12/2020 - 11h24 - Atualizada em: 08/12/2020 - 17h27
Joinville tem 148 pessoas sendo atendidas em hospitais por causa do coronavírus
Joinville tem 148 pessoas sendo atendidas em hospitais por causa do coronavírus (Foto: Divulgação)

Se não houver a redução da transmissão do coronavírus nos próximos dias, a Secretaria de Saúde de Joinville teme o agravamento em escala semelhante ou até maior, em comparação com os indicadores observados entre julho e agosto, o momento de maior gravidade da pandemia até agora na cidade. "A coerção e a maior restrição não são a solução, o caminho é a conscientização, as pessoas cumprirem as medidas", diz o secretário Jean Rodrigues da Silva.

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Entre 20 de julho e 20 de agosto, Joinville teve mais de 160 pessoas internadas por causa da Covid-19, incluindo hospitais privados e públicos, em UTIs e enfermarias. No dia 14 de agosto, o contingente chegou a 202 internados, o maior número até hoje. Agora, conforme o boletim divulgado nesta segunda-feira, são 148 em atendimento em hospitais. Há três semanas, eram 59 pacientes.

A Secretaria de Saúde de Joinville pretende reabrir mais dez leitos de UTI exclusivos para coronavírus no Hospital Bethesda nos próximos dias. A secretaria está contratando médicos para cessão ao Hospital Regional, também para ativação de leitos Covid-19. O secretário considera a ampliação dos leitos como necessária, mas aponta a redução dos novos casos como fundamental. “Se isso não ocorrer, há risco de colapso. A rede pública ainda tem a margem para transferências de pacientes, mais difícil na rede privada”, alega Jean Rodrigues. Mas mesmo na rede pública haverá dificuldades de atender a demanda se o número de novos casos não cair.

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O inquérito epidemiológico, uma investigação técnica sobre a pandemia, apontou que houve aumento expressivo da presença da presença de pessoas em confraternizações (e outros eventos), bares, restaurantes, entre outros, entre julho e agora. Por isso a insistência da secretaria para que as medidas sejam cumpridas nos ambientes onde as atividades estão permitidas (com atendimento do distanciamento, por exemplo) e não realização de atividades não autorizadas, como eventos e confraternizações. “Foi com base no inquérito que tomamos as medidas do último decreto”, diz o secretário Jean.

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Jefferson Saavedra traz análises e notícias exclusivas dos assuntos mais relevantes do Norte catarinense, com foco nos bastidores de todos os temas que envolvem especialmente Joinville e região, como política, segurança, mobilidade, saúde e educação.

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