As possíveis causas para Facebook, WhatsApp e Instagram terem saído do ar

As plataformas saíram do ar por mais de seis horas nesta quarta-feira (4), o que causou burburinho entre usuários

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As três redes sociais de Mark Zuckenberg ficaram fora do ar por mais de 5h no mundo todo (Foto: Reprodução)

O Facebook e seus principais aplicativos – WhatsApp, Facebook Messenger e Instagram – ficaram mais de 6 horas fora do ar durante tarde e noite desta segunda-feira (4). No começo da noite, usuários relataram retomada do serviço, mas com instabilidade e lentidão. Ainda não há explicações oficiais sobre a queda das redes sociais, mas algumas hipóteses estão sendo apontadas.

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O apagão foi registrado em diversas partes do mundo: Brasil, Índia e Estados Unidos foram alguns dos países que registraram queixas dos usuários. Um pico de reclamações foi captado pelo site Downdetector pouco depois das 12h nas redes sociais.

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Perto das 13h, eram cerca de 52 mil reclamações contra o WhatsApp, 15 mil contra o Instagram e 7.500 contra o Facebook, de acordo com o site. Desde então, o assunto segue entre os mais comentados no Twitter, rede social independente do Facebook que não caiu e onde a empresa se manifestou para falar que estava “trabalhando para que as coisas voltem ao normal o mais rápido o possível”.

As hipóteses para a queda das redes sociais

O site The Verge, especializado em cobertura de tecnologia, afirma que “o problema é aparentemente” o DNS (Domain Name System, ou Sistema de Nomes de Domínio). A sigla denomina um sistema que registra os nomes do site e os seus endereços IP -que são um número identificador.

A mesma explicação foi levantada pela Kentik, especializada em análise de estabilidade e segurança nas conexões da internet. Segundo a empresa americana, a queda no Facebook foi detectada inicialmente às 12h39 (de Brasília).

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O DNS funciona como uma espécie de lista telefônica da internet. Quando uma pessoa digita o site que deseja acessar (como “www.facebook.com”), é esse serviço que diz onde estão (o IP) as informações da rede social.

Uma possível explicação para esse problema no DNS tem a ver com outra sigla, o BGP (Border Gateway Protocol, ou Protocolo de Entrada da Fronteira). A internet é um emaranhado de várias redes diferentes interconectadas, e o BGP é o que mapeia essas conexões. Se o meu celular quer acessar o Facebook, é ele que dita o caminho. Um erro de configuração por parte da rede social nesse serviço teria reverberado em outros sistemas.

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Com a falha, explica a empresa Cloudflare, especializada em serviços para internet, o mundo exterior não tinha como saber como encontrar o DNS do Facebook. E, sem isso, o acesso ao site se perde.

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Essa hipótese, portanto, afasta -mas não descarta- a possibilidade de um ataque hacker.
O jornal New York Times, por meio de fontes do departamento de segurança do Facebook que quiseram anonimato, sustenta que a possibilidade de um ataque hacker é improvável. A explicação seria a sincronia da queda das três redes, que possuem tecnologias diferentes.

O jornal americano diz ainda que a plataforma interna de comunicação da empresa, Workplace, também saiu do ar.

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Ao site Krebs on Security, Doug Madory, diretor de análise de internet da Kentik, diz que, nos últimos tempos, várias falhas como essa foram detectadas no Facebook e todas tinham a ver com alterações de configurações globais que deram errado. “Obviamente não podemos descartar um ataque hacker, mas pode ter sido um erro deles”, afirma.

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Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab, aponta que ainda que a queda seja relacionada ao DNS, ela pode ter deixado servidores do Facebook vulneráveis a possíveis ataques hackers. “A empresa enfrenta duas crises: uma tecnológica (e possivelmente de cibersegurança), e uma outra reputacional, que afeta a confiança de investidores e usuários da rede”.

Em 2019, um apagão semelhante impactou os serviços de Facebook, WhatsApp e Instagram. Na ocasião, a empresa levou mais de 24h para declarar que havia resolvido o problema e o atribuiu a um erro de configuração de servidor.

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O britânico Financial Times destaca que o apagão ocorre um dia antes de uma funcionária da companhia testemunhar no Senado americano. Frances Haugen foi a responsável por fornecer os documentos internos da empresa que deram origem a uma série de reportagens do Wall Street Journal.

O veículo afirma, por exemplo, que a companhia estava ciente desde 2019 de que o Instagram, rede social da qual é dona, é potencialmente danoso para a saúde mental de meninas adolescentes.

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