Como o Plano Diretor pode auxiliar na segurança jurídica de Florianópolis

Previsão de vias setoriais e conectoras, caracterização de APPs e tecnologia 5G são pontos que podem ser melhorados

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O Plano Diretor de Florianópolis é a legislação básica da política urbana municipal (Foto: Unsplash)

Legislações ambíguas, desatualizadas e que confundem o cidadão: a insegurança jurídica atrapalha o desenvolvimento da cidade e é um dos pontos a serem melhorados na revisão do Plano Diretor que está acontecendo em Florianópolis. Isso acontece porque o Plano Diretor atual, além de não conversar com algumas necessidades dos bairros, possui falhas que dificultam o entendimento das leis que regem a ocupação do território da cidade.

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Dessa forma, segundo a Prefeitura de Florianópolis, a revisão do Plano Diretor deve construir um sistema legal estável e previsível, que facilite sua compreensão e que seja favorável ao desenvolvimento equilibrado da cidade.

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O Plano Diretor de Florianópolis é a legislação básica da política urbana municipal. Como toda lei aprovada pelos representantes do povo, é um instrumento importante da democracia do qual se espera o princípio de segurança jurídica, no sentido de garantir uma conduta não ambígua do estado e uma aplicação clara e precisa.

Previsão de vias setoriais e conectoras

Ocorre que alguns dispositivos dentro do atual Plano Diretor impossibilitam a garantia deste princípio. Existem erros materiais no Plano Diretor, como por exemplo, a previsão de vias setoriais e conectoras (que ligam diferentes bairros e regiões da cidade) no artigo 194, que não constam nem no Código de Trânsito nem nos mapas do sistema viário do próprio Plano Diretor.

Caracterização das APP’s

A busca por segurança jurídica também se dá na caracterização das APP’s (Área de Preservação Permanente). O Código Florestal de 2012 prevê características de APP’s que não estão previstas no atual Plano Diretor, o que acaba gerando judicialização sobre o que se entende por APP, além de um grande prejuízo tanto para os cidadãos quanto para os municípios.

Implementação da tecnologia 5G

Outro ponto importante e atual diz respeito à Lei do 5G. Na maioria dos municípios, essa tecnologia de baixo impacto é legislada apenas por lei específica. O artigo 56 do Plano Diretor de Florianópolis prevê a regulamentação por meio de legislação e, nesse sentido, houve a aprovação e sanção da Lei Complementar 716/2021, que buscou facilitar o processo para instalação de antenas de 5G na Capital. Um dos pontos da legislação, por exemplo, dispensa licenciamento para as Estações Rádio Base (ERBs) de pequeno porte.

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Porém, para não haver dúvidas quanto à eficiência desta desburocratização e garantir a segurança jurídica necessária à sua aplicação, há necessidade de garantir na redação atual do Plano Diretor a exceção nos termos da legislação vigente.

Revisão do Plano Diretor: Próximos passos

Florianópolis está realizando a revisão do Plano Diretor. Isso acontece porque a Capital Catarinense não é mais a mesma de dez anos atrás. Dessa forma, muitos pontos do atual Plano Diretor já não se encaixam mais na cidade e impedem que ela se desenvolva.

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Com a revisão do Plano Diretor, será possível atualizar a legislação de acordo com as necessidades atuais da população, levando em consideração as carências e potencialidades de cada um dos 12 distritos da cidade.

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O processo de revisão do Plano Diretor está sendo retomado com o início das audiências públicas nos distritos, a consulta pública e uma audiência final, que está marcada para o dia 08 de agosto e acontecerá no CentroSul, na Avenida Gov. Gustavo Richard, Centro, em Florianópolis.

Após essas etapas, será feita a compilação dos resultados das audiências e o envio, juntamente com o documento das propostas, para o Conselho da Cidade, que fará a apreciação.

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Após apreciado, o documento será protocolado pelo Prefeito de Florianópolis na Câmara Municipal. A expectativa do Município é que até o início do segundo semestre de 2022, as etapas de audiências e discussões sejam vencidas para que a Câmara de Vereadores possa dar continuidade ao processo até o fim do ano.

Saiba mais no canal “Florianópolis, uma cidade para todos”.

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