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Estuário Fritz Müller é criado na região da Beira-Mar Norte em Florianópolis

O nome foi dado em reconhecimento às pesquisas realizadas pelo estudioso na Capital catarinense

25/07/2022 - 10h20

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Estuário é um corpo d'água que se forma quando as águas doces misturam-se com a água salgada do mar.
Estuário é um corpo d'água que se forma quando as águas doces misturam-se com a água salgada do mar.
(Foto: )

Os moradores e turistas que vêm a Florianópolis podem reviver a experiência que Fritz Müller teve e conhecer os locais por onde o pesquisador andou ao visitar um estuário com o seu nome. Isso porque, em homenagem ao estudioso alemão naturalizado brasileiro, a Câmara Municipal de Florianópolis aprovou, e foi criado por Lei Municipal, o Estuário Fritz Müller, localizado na região da Beira-Mar Norte.

Estuário é um corpo d'água que se forma quando as águas doces, provenientes de rios e córregos, misturam-se com a água salgada do mar.

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Na região da Beira-Mar Norte, o estuário abrange o manguezal mais um espelho d'água. Foi utilizando desse verdadeiro berço da vida marinha que Fritz Müller desenvolveu os seus estudos.

A criação do estuário foi um projeto da Prefeitura de Florianópolis a partir da iniciativa do geógrafo e botânico Marcelo Nascimento, um dos maiores estudiosos sobre a vida de Fritz Müller.

Fritz Müller entra para o mapa da Capital catarinense

— O nosso estuário tem uma característica muito interessante, porque ele agrega mais duas áreas públicas e de grande importância ecológica, que é o Manguezal do Itacorubi, e quando termina esse Manguezal a gente tem o Jardim Botânico de Florianópolis. Então, quando alguém chegar em Florianópolis saberá pela Carta Náutica que tem um estuário e vai ter um cuidado um pouco maior — explica o professor Marcelo Nascimento.

A carta náutica é um instrumento utilizado para efetuar a navegação em determinado local. Os navegadores e velejadores se utilizam dessa ferramenta para poder se orientar no mar e identificar pontos notáveis, sinais de navegação e fazer assim uma navegação mais segura. Dessa forma, o nome de Fritz Müller estará presente em todos os mapas.

Para a Prefeitura de Florianópolis, é um orgulho e honra usar o nome deste alemão-brasileiro para batizar o estuário. Fritz Müller morou na Capital por mais de dez anos e agora consta em todos os mapas que serão espalhados pelo mundo. Todos saberão que aqui nessa Ilha, no Sul do mundo, viveu um alemão que se tornou brasileiro e que fez as suas grandes pesquisas nesta região.

O alemão Fritz Müller viveu mais de uma década em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, e desenvolveu pesquisas ecológicas importantes na região da Beira-mar Norte. Ele foi um grande estudioso da fauna marinha da região e morava na Beira-Mar Norte.

Reconhecimento do legado do “Príncipe dos Pesquisadores”

Segundo a Prefeitura de Florianópolis, apesar de todo o legado deixado, Fritz Müller ainda é pouco conhecido aqui. Até então, o estudioso só tinha sido homenageado tendo seu nome sido dado a uma rua da cidade, no bairro Coqueiros, no Continente.

Agora, Fritz Müller vai dar o nome a um estuário que desenvolverá estudos e projetos ambientais e naturais, como reconhecimento por tudo que fez pela nossa cidade.

A Prefeitura de Florianópolis ficará responsável por realizar estudos e projetos de contemplação ambiental e natural da área que abrange o estuário. Além disso, as árvores pesquisadas por Fritz Müller também serão plantadas no nosso Jardim Botânico. O objetivo é deixar também para as gerações futuras um legado de educação ambiental em memória de Fritz Müller, também conhecido como o ‘Príncipe dos Pesquisadores‘.

Importância dos estudos de Fritz Müller

A importância dos estudos de Fritz Müller foi tamanha, que Charles Darwin comprovou a Teoria da Evolução utilizando as pesquisas dele. Isso porque o alemão naturalizado brasileiro escreveu o livro “Für Darwin”, ou “Para Darwin”, que defendia as teorias do naturalista britânico.

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Na obra, Fritz Müller defende as teorias do livro “Origens das Espécies” na prática, descrevendo com detalhes a evolução de crustáceos, que eram os camarões da Praia de Fora, onde é hoje a Beira-Mar Norte. A vida científica do alemão naturalizado brasileiro era baseada na observação dos fenômenos da natureza e suas relações com o meio ambiente, com a flora e com a fauna. Foi na então Província de Santa Catarina que ele encontrou o objeto para muitos dos seus trabalhos.

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