Famílias atingidas por rompimento de lagoa em Florianópolis serão ressarcidas pela Casan

Ao menos 70 pessoas foram retiradas de suas casas após rompimento de lagoa artificial

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Carros foram encobertos pela água e moradores ficaram ilhados (Foto: Diorgenes Pandini / NSC Total)

As pessoas que ficaram ilhadas em suas casas ou que tiveram seus veículos encobertos pela água após o rompimento de uma lagoa artificial utilizada pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), que provocou inundações e o bloqueio da principal rua na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, serão ressarcidas pela empresa.

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A informação foi confirmada pela presidente da Casan, Roberta Maas dos Anjos, em entrevista à CBN Diário:

— A gente está com a equipe de assistente social e psicólogo da empresas, todos os danos são levantados e a Casan faz o ressarcimento — disse.

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Por volta do meio-dia, o prefeito da Capital, Gean Loureiro publicou no Twitter que o muncípio cobraria da Casan o prejuízo dos particulares. 

Em nota, a companhia também informou que os profissionais permaneceram durante todo o dia “em campo” para o levantamento dos danos materiais, além de orientações aos moradores, e disponibilizou um telefone (98425-2743) para que as famílias que deixaram o local entrem em contato. 

A empresa, no entanto, ainda não esclareceu como será feita a restituição dos danos materiais causados pela ruptura da estrutura da Casan. 

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O alagamento deixou ao menos 70 pessoas desalojadas e uma com ferimentos leves. A inundação atingiu principalmente a Servidão Manoel Luiz Duarte, que fica abaixo da lagoa, e extravasou também a Avenida das Rendeiras, uma das principais vias da região. A rua ficou bloqueada durante todo o dia, enquanto equipes trabalhavam para desobstruir a passagem. O tráfego foi liberado pouco antes das 19h no local. 

Investigação

A ruptura das margens da lagoa artifical será investigada pela Polícia Civil de Santa Catarina. O inquérito foi instaurado pela Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). 

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Segundo o G1SC, o Ministério Público Federal (MPF) também instaurou inquérito civil para “investigar se houve desleixo com a manutenção do sistema e com o plano de risco, bem como identificar responsabilidades e formas de reparação à sociedade e ao meio ambiente”. O órgão busca apurar as responsabilidades pelo rompimento da lagoa da Estação de Tratamento de Esgoto.

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