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87,2% são contra passaporte de vacinação em SC, aponta enquete do DC

São Paulo começou a adotar estratégia nesta quarta; Florianópolis ainda não tem data definida

01/09/2021 - 11h58 - Atualizada em: 01/09/2021 - 14h55

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Redação
Por Redação DC
Capital ainda não tem data para aplicar passaporte de vacinação
Capital ainda não tem data para aplicar passaporte de vacinação
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O resultado da enquete feita pelo Diário Catarinense mostra que 87,2% do público é contra o passaporte de vacinação em Santa Catarina. A medida está sendo implantada no Rio de Janeiro e em São Paulo e será colocada em prática em Florianópolis, segundo anúncio do prefeito Gean Loureiro. No total, 12.641 pessoas participaram da votação.

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Veja o resultado:

O post do Diário Catarinense passou a ser um fórum de discussão nacional entre aqueles que apoiam ou não o passaporte de vacinação. Ao todo, quase 50 mil pessoas foram atingidas com a publicação e mais de 14 mil interagiram. Foram 1,1 mil retweets, 1,2 mil curtidas e mais de 200 comentários. 

Compartilhamentos da enquete pediam para que as pessoas votassem contra a medida de governos como o de São Paulo e do Rio de Janeiro. Outros viram o resultado da votação como uma "vergonha pra SC".

Alguns leitores chamam o passaporte de "insconstitucional" e "criminoso". Vale lembrar, porém, que apesar de o tema gerar debates, a medida é legal, como explica o advogado e professor do curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Roberto Wöhlke. 

Segundo o especialista, em tempos normais, os diretos fundamentais do cidadão não poderiam ser relativizados, mas em um estado de emergência — como o que estamos vivevendo na pandemia — a saúde pública e coletiva precisa vir em primeiro lugar. 

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Ainda na enquete, internautas afirmaram que o governo está obrigando as pessoas a tomarem a vacina contra Covid. Porém, esse ato não é permitido pelas leis brasileiras. O cidadão tem o direito de não se vacinar, mas sofrerá restrições em nome da saúde de todos.

— O Estado não pode obrigar o cidadão a fazer algo que ela não tenha convicção ou não queira. Só que não tomar a vacina, nesse caso, coloca em jogo a saúde coletiva. Além disso, todos têm acesso à vacinação. Então é permitido colocar restrições àquele sujeito que não quer se vacinar — explica o advogado.

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