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Vistoria e fiscalização

Ação contra dengue recolhe sete toneladas de resíduos em cemitérios de Joinville

Seria o suficiente para encher seis caminhões, segundo a Vigilância Ambiental

13/05/2022 - 17h13

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Hassan
Por Hassan Farias
Trabalho reuniu cerca de 100 pessoas e contou com apoio do 62º Batalhão de Infantaria
Trabalho reuniu cerca de 100 pessoas e contou com apoio do 62º Batalhão de Infantaria
(Foto: )

Cerca de sete toneladas de materiais que podem acumular água foram recolhidos dos cemitérios de Joinville durante ação contra a dengue. Foram 100 pessoas envolvidas no trabalho de vistoria e fiscaização, realizado nas 14 unidades da cidade durante a semana.

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Todos os resíduos removidos seriam o suficiente para encher seis caminhões, segundo a Vigilância Ambiental de Joinville. Apenas no Cemitério Municipal foram recolhidos 160 sacos de lixo com capacidade de 100 litros cada.

O trabalho também aconteceu nos cemitérios Cubatão, Pirabeiraba, Rio da Prata, São José, Municipal, Cristo Rei, Nossa Senhora de Fátima, Canela, Rio Bonito, Santa Catarina, São Sebastião, Estrada da Ilha, Cometa e Dona Francisca.

Cada unidade foi dividida entre 8 e 10 quadrantes. Em cada quadrante, de 15 a 20 pessoas atuaram para eliminar tudo que poderia acumular água. O trabalho teve apoio do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville.

Mesmo com a vistoria, a prefeitura orienta as pessoas que visitam os cemitérios para terem cuidado com materiais que possam acumular água. Exemplos são as embalagens plásticas de flores, os pratinhos de vasos e objetos usados para acender velas. 

Os cemitérios são espaços que passam por vistoria dos agentes de combate a endemias frequentemente. Assim como demais pontos considerados estratégicos como borracharias e ferros velhos. 

Monitoramento em residências

Outra frente de trabalho são as visitas nas residências, especialmente nos bairros com maior quantidade de focos do mosquito para orientar os moradores sobre como eliminar possíveis criadouros.

O último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pela Vigilância Ambiental de Joinville em março deste ano, 45% dos focos do mosquito ficam localizados em residências. Desta quantia, a maioria estava em recipientes como pratinhos de plantas, potes de água e copos descartáveis.

Outros focos foram encontrados em objetos considerados sucatas, como entulhos que são depositados no fundo de terreno, caixas d’ água desativadas, lonas ou plásticos usados para cobrir materiais. Também foram identificados pontos de atenção em piscinas e bocas de lobo.

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