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    Solidariedade

    Ações solidárias para ajudar quem mais precisa

    Cientes das dificuldades de muitas pessoas por causa da pandemia, empresário e artista visual são exemplos de catarinenses que perceberam a oportunidade de ajudar

    20/09/2020 - 08h00

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    Por Janaína Laurindo
    Empresário Thiago da Costa distribui marmitas marmitas semanais distribuídas em hospitais e postos de saúde.
    Empresário Thiago da Costa distribui marmitas marmitas semanais distribuídas em hospitais e postos de saúde.
    (Foto: )

    Foi o sentimento de gratidão e reconhecimento aos profissionais da saúde que motivou o empresário Thiago da Costa, proprietário do Restaurante Fortaleza da Ilha, no Centro de Florianópolis, a iniciar uma ação solidária com a doação de refeições. Um gesto pequeno em quantidade, são 10 marmitas semanais distribuídas em hospitais e postos de saúde e a distribuição de sopões eventualmente em comunidades de Florianópolis. Mas que toma grandes proporções ao analisar a realidade econômica que coloca pequenos empresários em situação de ameaça. 

    > Leia também: O que aprendemos com a pandemia?

    – Abrimos nosso negócio recentemente e, no atual cenário, mesmo com orçamento apertado, temos que ter empatia e ser grato. Assim, quem sabe, conseguiremos sair desta pandemia melhores do que entramos como seres humanos – diz Thiago.   

    São refeições servidas literalmente com muito carinho. Cada marmita recebe uma mensagem de agradecimento e o retorno é visível.  

    – Fazer o bem não tem preço. Saber que podemos fazer a diferença na vida das pessoas é o nosso retorno. Sentimos nosso coração aliviado no meio do caos. Percebemos que as pessoas têm mais empatia umas pelas outras e estão tentando ajudar mesmo que com pouco, e isto dá a elas mais iniciativa para ser solidário ao próximo - destaca o empresário.

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    A solidariedade tende a ser um dos ganhos com essa pandemia, como coloca a filósofa Lúcia Helena Galvão. Ela fala sobre a Teoria do Impacto, conhecimento oriental que diz que a consciência se dá por contraste, e exatamente o contraste da chamada normalidade e o isolamento que mostrou o quanto a nossa forma de vida era egoísta. 

    Mas ela ressalta que isso cria um movimento de mudança. 

    – Não digo que todos vão aceitar esse convite, mas alguns sim, se sentiram bastante impactados por poder olhar para a maneira com que estavam vivendo e perceber que muitas vezes não tinha nada a ver com os seus sonhos, os seus princípios – aponta a especialista.

    Valorizar o trabalho de quem está próximo

    Para o artista visual Marcelo Camacho, sua forma de dar um bom significado para este momento é valorizando o trabalho de alguns amigos, também artistas. O apoio vem na aquisição de algumas obras. 

    – A ideia é ajudar porque sei o que eles passam, conheço as dificuldades no meio e como ficou pior nesse momento.  

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    Trabalho da Bbel (@belbelluci) adquirido por Marcelo durante a pandemia.
    Trabalho da Bbel (@belbelluci) adquirido por Marcelo durante a pandemia.
    (Foto: )

    Marcelo viu vários de seus projetos e pinturas serem cancelados durante os primeiros meses de pandemia, mas ao iniciar em um novo emprego, em junho, viu a possibilidade de então contribuir financeiramente com os colegas de profissão. 

    – Tem várias formas de ajudar um artista. Você pode recomendar, ajudar a divulgar o trabalho e isso é algo que artistas fazem bastante entre si.

    Ouça a filósofa Lúcia Helena Galvão falando sobre o olhar positivo durante a pandemia:

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