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Crime brutal

Agressão que levou homem à morte em Palhoça foi "inflada" por populares, diz delegado 

Deivid Duarte da Silva foi espancado até a morte em um posto de combustíveis em Palhoça na tarde desta terça-feira (17)

17/09/2019 - 23h09 - Atualizada em: 19/09/2019 - 16h57

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Por Guilherme Simon
Jovem foi espancado até a morte dentro de um posto de combustíveis localizado no bairro Aririú, em Palhoça
Jovem foi espancado até a morte dentro de um posto de combustíveis localizado no bairro Aririú, em Palhoça
(Foto: )

Um crime brutal terminou com a morte de Deivid Duarte da Silva, 20 anos, na tarde desta terça-feira (17) em Palhoça, na Grande Florianópolis. O jovem foi espancado até a morte dentro de um posto de combustíveis localizado no bairro Aririú.

Três homens foram presos em flagrante. Segundo a Polícia Civil, os agressores afirmaram que agrediram a vítima como forma de vingança, porque ela teria roubado o carro de um deles na noite anterior.

Após assistir às imagens de câmeras de segurança que registraram a ação, do posto e de uma loja perto do local, o delegado da Polícia Civil da cidade, Arthur de Oliveira Lopes, deu detalhes de como aconteceram as agressões.

Segundo Lopes, além dos três homens presos em flagrante, que iniciaram as agressões, outras pessoas que estavam no local "inflaram" o ato e aproveitaram para agredir a vítima.

— Dá pra perceber que as pessoas não tomaram a medida adequada para impedir aquilo. Pessoas que estavam no local, ao invés de apartar a briga, acabaram inflando um pouco mais. Algumas delas se aproveitaram e chegaram a atentar contra a integridade da vítima também. Pessoas oportunistas movidas pelo instinto de justiça, porque os agressores estavam bradando que a vítima era um ladrão — declarou o delegado.

Questionado sobre qual seria a atitude correta diante da situação, o policial afirmou que o ideal seria tentar impedir a violência que estava ocorrendo e aguardar a chegada da Polícia Militar.

Lopes também informou que, inicialmente, apenas os três presos em flagrante vão responder pelo crime - eles serão indiciados por homicídio qualificado, mas a responsabilidade de outras pessoas também será investigada.

— A polícia vai apurar se a agressão das outras pessoas contribuiu para o evento da morte — disse.

Testemunha relata que agressões duraram cerca de 40 minutos

Uma testemunha, que não quis se identificar, contou à reportagem que passava pelo posto de combustíveis de Palhoça na tarde desta terça-feira e presenciou as agressões.

— Quando eu cheguei, o rapaz já estava no chão, e tinha muita gente batendo nele. Batendo com capacete, com ferro, teve até um rapaz que pegou um tijolo, mas não deixaram ele "dar" com o tijolo na cabeça do cara. Ele tomou muito chute, soco. Isso durou uns 40 minutos — relatou a testemunha.

Ainda conforme a mesma testemunha, depois disso a Polícia Militar chegou ao local e, logo em seguida, uma ambulância do Samu. Os socorristas tentaram reanimar a vítima por cerca de 15 minutos, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Funcionários do posto, que também preferiram não se identificar, contaram que as pessoas que estavam no local não conseguiram impedir a violência porque foram ameaçadas pelos agressores. Eles também disseram que a gerência do estabelecimento chamou a polícia assim que as agressões começaram, por volta das 13h30min desta terça.

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