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Coronavírus

Aluna da UFSC vence prêmio nacional com projeto para antecipar casos graves de Covid

Segundo a pesquisadora, sensor é barato e possibilita agilidade no tratamento dos pacientes

12/05/2021 - 07h00 - Atualizada em: 12/05/2021 - 18h31

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Fernanda
Por Fernanda Mueller
Por Caroline Borges
Com o projeto, Franciele ficou em primeiro lugar na edição deste ano do Tech Women Paper Contest, que premia mulheres cientistas no Brasil
Com o projeto, Franciele ficou em primeiro lugar na edição deste ano do Tech Women Paper Contest, que premia mulheres cientistas no Brasil
(Foto: )

Uma doutoranda da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criou um sensor que auxilia na identificação de pacientes com Covid-19 que podem desenvolver casos graves da doença. Com esse projeto, Franciele de Matos Morawski, 29 anos, venceu um concurso nacional de pesquisa científica.

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O sensor tenta identificar no sangue dos pacientes a presença da proteína interleucina-6. Segundo Franciele, o biomarcador é encontrado em maior quantidade nas pessoas diagnosticadas com Covid-19 e que podem apresentar o quadro mais grave da doença. 

Conforme a pesquisadora, além de barato, o dispositivo portátil com o sensor possibilita agilidade no tratamento. A previsão é disponibilizada em cerca de meia hora e o dispositivo de análise construído é biocompatível e biodegradável. 

— Quando o paciente é internado, você conseguiria fazer uma avaliação desses níveis de interleucina-6 de uma maneira rápida e barata, com um sensor que possibilita o monitoramento da proteína em tempo real e, a partir disso, auxiliar a equipe médica para tomar decisões sobre manter o paciente em observação e fazer um maior acompanhamento — afirmou a pesquisadora. 

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Franciele explica que o sensor já estava em desenvolvimento desde 2018 e com a pandemia, a equipe passou a testar o equipamento para casos de Covid-19. O projeto faz parte do Programa de Pós-graduação em Química da UFSC, e o desenvolvimento ocorreu em parceria com o professor André Báfica, que desenvolve uma vacina contra a Covid-19 na universidade.  

Com o projeto, Franciele ficou em primeiro lugar na edição deste ano do Tech Women Paper Contest, que premia mulheres cientistas no Brasil. O próximo passo para desenvolver o aparelho é usar o método em amostras de pacientes internados no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), na Capital. 

*Com informações de NSC TV e G1/SC

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