nsc
dc

Vacinação

Apenas 5% das vítimas de Covid com mais de 50 anos fizeram dose de reforço da vacina

Superintendente da Dive ressalta que a quarta dose do imunizante é fortamente recomendada

02/08/2022 - 18h17

Compartilhe

Gabriela
Por Gabriela Ferrarez
Pessoas mais idosas e não vacinadas com o reforço podem desenvolver formas mais graves da Covid-19, alerta o superintendente
Pessoas mais idosas e não vacinadas com o reforço podem desenvolver formas mais graves da Covid-19, alerta o superintendente
(Foto: )

O número de mortes pela Covid-19 em Santa Catarina mais do que dobrou em três meses. Abril somou 74 óbitos, enquanto, em julho, o total chegou a 189. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) atribui o aumento à queda da vacinação, principalmente entre pessoas com mais de 50 anos, que representam 93% das mortes. Isso porque apenas 5% das vítimas com essa idade tomaram a segunda dose de reforço. 

Receba notícias do DC pelo Telegram

De acordo com Eduardo Macário, superintendente da Dive, Santa Catarina passa por uma nova onda de casos em função do avanço de uma variante da Ômicron, a BA.5. Segundo a Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ela é responsável pelo avanço da doença em todo o Brasil, em função da maior capacidade de transmissão do que outras variantes. 

Ao Diário Catarinense, o superintendente reforça que, se a segunda dose foi liberada para aplicação desde junho, é porque tomar o reforço é "fortemente recomendado". 

— Pessoas que não tomaram a segunda dose de reforço são a grande concentração de casos graves e hospitalizados. É fundamental pra que a gente se proteja dessa nova onda de variantes, que ainda é a responsável termos casos de covid no momento — ressalta Macário. 

Segundo o superintendente, em Santa Catarina, 99,3% das pessoas com 55 anos ou mais têm o esquema primário de vacinação, ou seja, as duas primeiras doses ou a única. O número caiu para 70,2% quando o primeiro reforço foi liberado, e a segunda aplicação do reforço, atingiu apenas 27,2% desse público. 

Macário destaca que o reforço é importante em função das mutações sofridas pelo coronavírus, que evoluem e atingem principalmente os mais velhos. 

> Casos de doenças respiratórias caem em SC, mas seguem em alta nas crianças

— Como os mais idosos sofrem o fenômeno da imunosenescência, ou seja, menor resposta imunológica com o avançar da idade, acabam se tornando mais vulneráveis a apresentarem formas graves da Covid-19. Por isso é recomendada a aplicação de doses de reforço a cada 4 meses, enquanto estivermos com a transmissão da Covid-19 em alta — pontua. 

Quatro pontos que explicam o surto de doenças respiratórias em crianças

Leia também

Mais de metade dos municípios de SC têm menos de 60% da população com dose de reforço

SC deve ter postos de saúde abertos aos sábados para aumentar vacinação que tem baixo índice

SC confirma transmissão local da varíola dos macacos

Colunistas