O cultivo, consumo e venda de moluscos bivalves voltou a ser permitido em Penha, nessa quarta-feira (13). A decisão é da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que monitora a situação desde o final de abril, quando a atividade foi proibida após o órgão atestar uma alta quantidade de toxina no produto conhecida como “alga da diarreia“.
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Atualmente, todas os polos produtores de ostras, mexilhões e mariscos estão liberados para atuação em Santa Catarina. A Cidasc monitora regularmente a quantidade de ficotoxina ácido ocadaico nos cultivos para garantir a segurança do produto, e a saúde dos consumidores.
Cultivo está liberado em todo Estado
O que é a toxina presente nos moluscos
A ficotoxina ácido ocadaico , conhecida como “alga da diarreia”, é uma toxina presente nos moluscos bivalves, que não causa danos aos animais marinhos, mas pode prejudicar a saúde humana ao ser consumida.
De acordo presidente da Associação de Maricultores de Penha, e coordenador da área de maricultura no curso de Oceanografia da Escola Politécnica da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), Gilberto Manzoni, a presença das microalgas produtoras das ficotoxina nos moluscos cultivados é imprevisível.
— É um processo natural, ele não é muito previsível. Dá para se ter uma ideia de fatores que influenciam, mas o monitoramento é que demonstra a presença desses organismos, não só na água, mas principalmente na carne dos moluscos cultivados —conclui.
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Cultivo estava suspenso desde abril
Uma coleta realizada no dia 29 de abril, em Penha, apresentou uma quantidade de ficotoxina ácido ocadaico muito acima do limite estabelecido na legislação. A área interditada abrangeu principalmente a Armação do Itapocorói, e para ser liberada novamente precisou passar por dois resultados negativos consecutivos para a microalga.
Segundo Manzoni, a quantidade de toxina encontrada nos moluscos do município estava cinco vezes além do permitido.
— As ficotoxinas são as algas produtores de toxinas nos moluscos cultivados. No teste (Penha) apresentou uma presença elevada de ácido ocadaico, que é a toxina que se ingerida pelo ser humano, provoca a diarreia. A concentração está cinco vezes maior do que o permitido — explica.







