nsc
an

Investigação

"Arma que matou Gabriella Custódio Silva era ilegal", diz Polícia Civil

Leonardo Martins, marido de Gabriella, disse ter atirado acidentalmente nela com uma arma de seu pai, Leosmar Martins, que não tinha posse ou porte de arma

26/07/2019 - 11h20 - Atualizada em: 26/07/2019 - 18h36

Compartilhe

Redação
Por Redação AN
Gabriella Custódio Silva foi morta com um tiro no peito em Joinville
Gabriella Custódio Silva foi morta com um tiro no peito em Joinville
(Foto: )

O tiro que matou Gabriella Custódio Silva partiu de uma arma ilegal. A informação é do delegado da Polícia Civil, Elieser Bertinotti, que conduz a investigação na Delegacia de Homicídios de Joinville. A morte da jovem, que tinha 20 anos de idade, aconteceu na última terça-feira (23), quando ela foi atingida por um disparo no lado direito do peito.

Em depoimento prestado à polícia na tarde desta quinta-feira, Leonardo Natan Chaves Martins, de 21 anos, que era companheiro de Gabriella, disse ter atirado acidentalmente nela com uma arma pertencente a seu pai, Leosmar Martins.

Segundo a polícia, Leosmar Martins não tem posse, nem porte de armas, o que denota a aquisição ilegal. Ele será intimado e deverá ser ouvido na tarde desta sexta-feira ou na próxima segunda-feira sobre o caso (podendo permanecer em silêncio no interrogatório).

Conforme Leonardo contou em depoimento ao qual o A Notícia teve acesso, no dia anterior a morte da mulher o seu pai havia lhe contado que tinha comprado a arma e isso teria despertado a curiosidade do jovem.

No dia seguinte, ele então teria perguntado ao pai onde estava o revólver, de cor preta e marca desconhecida. A resposta teria sido de que a arma de fogo estava guardada dentro do sofá da sala.

"Imediatamente o interrogado foi a procura da arma e a localizou dentro do sofá, afirmando tê-la encontrado com o carregador ao lado dela", diz um trecho do depoimento. Em seguida, Leonardo afirmou que teria ido até a cozinha e que Gabriella o esperava também para ver a arma.

Leonardo Martins chega para depor sobre a morte de Gabriella Silva
Leonardo Martins chega para depor sobre a morte de Gabriella Silva
(Foto: )

Ele então relatou que mostrou a arma de lado na palma da mão e com o dedo apenas encostado no gatilho, enquanto na outra mão estava o carregador. Nesse instante, afirma, aconteceu o disparo, reiterando que a arma disparou sozinha, segundo a polícia, "mesmo após várias indagações de que uma arma de fogo não dispara sozinha".

Vídeo mostra marido deixando Gabriella Custódio Silva no hospital em Joinville

"Isso foi uma tragédia. Não me julguem", diz marido de Gabriella Custódio Silva em vídeo divulgado pela defesa

— Ele afirma que o tiro foi acidental, mas tecnicamente uma arma não dispara sozinha. Não é que não possa acontecer, mas teria que haver uma perícia. Só que ele disse que a arma foi jogada em um rio após o tiro — explica o delegado Elieser Bertinotti, ao explicar que é possível acontecer o disparo mesmo sem o carregador porque uma munição fica dentro da arma.

Ainda conforme Leonardo Martins, em depoimento, ele partiu direto para o hospital, onde deixou Gabriella, e depois ligou para o pai. Afirmou também que seu pai estava desesperado e lhe levou para São Francisco do Sul, e, no caminho pararam no Canal do Linguado e se desfizeram da arma.

O que diz a defesa

A defesa de Leonardo Martins informa que acompanhará o depoimento do pai do jovem, Leosmar, que provavelmente ocorrerá na segunda (29/07). Nessa oportunidade será explicado sobre a forma como a arma foi adquirida, quando, e sobre a autorização para tê-la em casa.

Ainda não é assinante? Faça sua assinatura do NSC Total para ter acesso ilimitado do portal, ler as edições digitais dos jornais e aproveitar os descontos do Clube NSC.

Colunistas