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Investigação

Assassinato de mulher no Ano-Novo em SC pode ter sido motivado por preço da carne, diz polícia

Rosângela Marcoski participava de uma confraternização em Videira quando recebeu um golpe nas costas; suspeito segue detido

07/01/2022 - 05h32 - Atualizada em: 07/01/2022 - 06h37

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Luana
Por Luana Amorim
Suspeito estaria embriagado no momento do crime
Suspeito estaria embriagado no momento do crime
(Foto: )

A morte de uma jovem de 26 anos em Videira, no Meio-Oeste do Estado, pode ter ocorrido após uma briga pelo preço da carne. Rosângela Marcoski participava de uma confraternização de ano novo quando foi assassinada no dia 31 de dezembro. 

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O caso ocorreu por volta das 20h30min, no bairro Vila de Carli. Segundo a Polícia Militar, no local, houve uma briga envolvendo cerca de 20 pessoas. No meio da discussão, Rosângela foi atingida nas costas com um objeto cortante e não resistiu aos ferimentos.

O suspeito pelo crime, de 21 anos, foi preso em flagrante e segue detido preventivamente. Segundo o delegado Ismael Gustavo Jacobus Marmitt, durante o interrogatório, ele não soube informar o que aconteceu. 

— Ele estava muito embrigado e disse que não lembrava dos fatos. Testemunhas também disseram que as pessoas estavam embriagadas e que a discussão ocorreu por um motivo banal, que provavelmente está relacionado ao preço da carne — explica. 

A polícia também investiga qual foi o objeto usado pelo homem no momento do crime. Isto porque ele segurava tanto um espeto quanto uma faca nas mãos quando acertou a vítima, de acordo com testemunhas. 

Feminicídio não está descartado 

Ainda segundo o delegado, a vítima e o autor não tinham contato, mas eram cocunhados. Rosângela morava em Caçador, enquanto o suspeito residia em Videira, na casa dos pais, onde ocorreu o fato. 

Apesar disso, a hipótese do feminicídio ainda não foi descartada.

— Em um primeiro momento, a agressão não teria sido motivada pelo gênero feminino. Mas, durante a investigação, pode ser etiquetada como feminicídio — pontua. 

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Videira. A previsão é de que o inquérito seja finalizado nos próximos dias.

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