nsc
dc

Tragédias

Ataques a escolas no Brasil: 8 vezes em que o país viveu cenas de terror

Um ataque a uma creche em Saudades (SC) matou alunos e funcionários nesta terça-feira (4)

04/05/2021 - 13h44 - Atualizada em: 04/05/2021 - 13h50

Compartilhe

Redação
Por Redação DC
Folhapress
Por Folhapress
Jovem de 18 anos armado com adaga atacou bebês, professores e funcionários de creche em Saudades
Jovem de 18 anos armado com adaga atacou bebês, professores e funcionários de creche em Saudades
(Foto: )

O ataque a uma creche em Saudades, no Oeste de Santa Catarina, chocou a pequena cidade, que tem pouco mais de 9 mil habitantes, e o resto do país. O crime foi cometido por um jovem de 18 anos, que invadiu a unidade de ensino com uma adaga, matou três crianças, uma professora e uma agente de saúde na manhã desta terça-feira (4). Segundo a Polícia Civil, ele foi preso após o ataque.

Além deste crime, outros oito ataques violentos já aconteceram desde 2002 no Brasil e abalaram cidades como Salvador e Relango e o bairro de Realengo, no Rio de Janeiro. Confira a seguir.

> Receba notícias de SC por WhatsApp

> Quem era a professora morta em ataque a creche no Oeste de SC

Relembre ataques a escolas no Brasil

Salvador (BA)

Em 2002, um jovem de 17 anos matou duas colegas dentro da sala do colégio particular Sigma, na orla de Salvador, na Bahia, e foi preso em flagrante. À época, a delegada encarregada do caso afirmou que o revólver calibre.38 utilizado pelo garoto pertencia ao pai, que era perito policial.

O estudante sacou a arma que trazia dentro da mochila e atirou na estudante Vanessa Carvalho Batista, que estava sentada ao seu lado. Com um tiro no peito, a aluna, que cursava a oitava série, morreu na hora.

Após o disparo, ele caminhou seis metros dentro da sala de aula e também atirou em outra colega, Natasha Silva Ferreira.

Com três tiros no peito e na cabeça, a estudante foi socorrida por colegas e transportada para o Hospital São Rafael, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Amigos das duas estudantes atingidas pelos tiros informaram que o adolescente teria se revoltado com as colegas por causa de uma gincana. As duas teriam dado nota dois ao estudante em uma prova que valia cinco pontos. Inconformado com os critérios, ele teria prometido vingança.

Taiúva (SP)

Em janeiro de 2003, em Taiúva (a 363 km de São Paulo), Edmar Aparecido Freitas, 18 anos, ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, invadiu o pátio da instituição, atirou em alunos, professores e funcionários e depois se matou. Ele utilizou um revólver calibre.38, com o qual fez 15 disparos.

Deixou oito pessoas feridas, entre elas, uma professora e o caseiro da escola. Uma pessoa morreu e um aluno ficou paraplégico. O crime abalou a cidade de pouco mais de 5 mil habitantes.

Realengo (RJ)

Em abril de 2011, em Realengo (zona oeste do Rio), 12 adolescentes - 10 meninas e dois meninos- morreram no massacre da escola municipal Tasso da Silveira. Eles foram vítimas de Wellington Menezes de Oliveira, 23, que atirou contra as vítimas na sala de aula.

Ex-aluno da escola, Oliveira entrou na escola por volta das 8h30 e disse que buscaria seu histórico escolar. Depois, afirmou que daria uma palestra e, já em uma sala de aula, começou a atirar na direção dos alunos. Segundo a polícia, a ação durou cerca de cinco minutos. Além dos 12 mortos, outras 12 pessoas ficaram feridas -ao menos quatro em estado grave. Após o ataque, Oliveira cometeu suicídio.

O atirador usou dois revólveres e tinha muita munição. Além de colete a prova de balas, usava cinturão com armamento. Em anotações encontradas pela polícia em sua casa, o atirador pôs a culpa pelo massacre nos que o humilharam na escola na adolescência.

"Muitas vezes, aconteceu comigo de ser agredido por um grupo e todos os que estavam por perto debochavam, se divertiam com as humilhações que eu sofria sem se importar com meus sentimentos", escreveu ele.

> Ataque a creche em SC: "Uma cena de terror", diz secretária de Educação

Corrente (PI)

Em abril de 2011, um adolescente de 14 anos que se disse vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado.

O rapaz disse à polícia que era "agredido quase todos os dias física e verbalmente". O menino era mais baixo e mais fraco do que o que morreu, que tinha 15 anos.

O ataque ocorreu no pátio da escola, quando os alunos esperavam pelo ônibus. Ao ser hostilizado, o adolescente partiu para cima do colega, desferindo um golpe na virilha e outro no pescoço. O corte atingiu a veia jugular e a vítima morreu praticamente na hora.

São Caetano do Sul (SP)

Em setembro de 2011, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), um aluno de 10 anos de idade que estava no 4º ano atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e depois se matou na escola Professora Alcina Dantas Feijão.

No momento do disparo, 25 alunos estavam na sala de aula. Em seguida, ele se retirou da classe e disparou contra sua própria cabeça. Ele usou um revólver calibre 38 do pai, que era então guarda civil.

A polícia investigou à época a hipótese de que o garoto sofria bullying e que isso teria motivado o ataque. A corporação chegou a afirmar que o menino era manco e sofria gozação dos colegas, mas recuou depois.

> Médico bolsonarista pede socorro ao ser detido por aglomeração e imagem viraliza; assista

João Pessoa (PB)

Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos atirou em outras três alunas de escola estadual de Santa Rita (região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba). O objetivo do rapaz era acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido duas vezes.

Ele efetuou seis disparos com um revólver calibre 38. As adolescentes de 17 anos tiveram alta nos dias seguintes ao ataque.

Dois anos depois, no bairro de Mandacaru, na periferia de João Pessoa, um adolescente de 15 anos deu três tiros na barriga da estudante Maria Beatriz Souza Santana, 14, que havia sido sua namorada. O ataque aconteceu dentro da sala de aula da escola municipal Violeta Formiga.

Goiânia (GO)

Um adolescente de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatro, em outubro de 2017, em Goiânia. O jovem utilizou uma pistola .40 da mãe, que assim como o pai é policial militar. Segundo a Polícia Civil, na época, o adolescente foi motivado por bullying.

> A emocionante carta de despedida da filha ao pai que morreu de Covid em SC

Suzano (SP)

Ao menos 10 pessoas morreram após um tiroteio dentro de uma escola em Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, no dia 13 de março de 2019. Mais 15 pessoas ficaram feridas. Segundo informações da Polícia Militar, dois adolescentes armados e encapuzados invadiram o colégio e dispararam contra os alunos. O caso ocorreu na Escola Estadual Raul Brasil, no Jardim Imperador.

A PM registrou a morte de cinco alunos, um funcionário do colégio, uma pessoa que passava pela rua no momento dos disparos, além dos dois autores dos disparos. Morreu ainda uma vítima levada para hospital. Informações preliminares indicam que os atiradores se suicidaram.

Tiroteio matou ao menos 10 pessoas na escola em Suzano
Tiroteio matou ao menos 10 pessoas na escola em Suzano
(Foto: )

Leia também:

> Secretaria da Saúde de SC faz apelo e sugere pacto três dias depois do novo decreto

> Balneário Camboriú fará "BBB" do alargamento da praia

Colunistas