O bebê de 11 meses intoxicado por anfetamina, na última sexta (19), segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, nesta terça-feira (23).

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Segundo informações obtidas pelo jornalista da NSC TV, Raphael Faraco, a equipe médica tentou extubar a criança, sem sucesso. Ele segue respirando com a ajuda de ventilação mecânica.

A criança foi encontrada pelas guarnições da Polícia Militar passando mal no colo do pai no Centro de Florianópolis, onde a família estava passando os dias. O bebê foi levado ao hospital, onde teve uma parada cardíaca, mas foi reanimado pela equipe médica.

O que se sabe sobre o caso?

Em exames no hospital, foi detectada a droga anfetamina, uma substância psicoestimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando a liberação de dopamina e noradrenalina.

A Polícia Civil busca entender, agora, como a droga foi ingerida pela criança. De acordo com a delegada Gabriela Medeiros, que atendeu o caso, há indícios de que o pai deixou a droga ao livre acesso da criança.

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Outra droga encontrada nos exames do bebê foi ecstasy, também sendo uma droga sintética que atua no sistema nervoso central, com efeitos estimulantes e alucinógenos.

Segundo informações do jornalista Raphael Faraco, a criança apresenta uma série de comorbidades, que pode ter sido ocasionada pelo consumo de drogas da mãe da criança durante a gravidez, já que os pais eram usuários de drogas.

Pai está preso e mãe impedida de ver o bebê

O pai da criança já tinha antecedentes ligados a porte de drogas ilícitas e está preso preventivamente. Já a mãe, que não estava no momento que o bebê passou mal, foi liberada na delegacia.

De acordo com a delegada, a mãe da criança não estava no momento em que ela passou mal. Entretanto, ainda conforme apuração do jornalista da NSC TV, a mulher está impedida de ver o bebê.

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Criança vivia em abrigo com irmãos e pais

O bebê vivia com os pais, de origem venezuelana, e outros quatro irmãos, com idades entre quatro e 16 anos, em um quarto de hotel pago pela prefeitura da Capital para abrigar pessoas em situação de vulnerabilidade social. As crianças, exceto o adolescente mais velho, foram levados pela Assistência Social do município.

Em nota, a Secretaria de Assistência Social lamentou o ocorrido e informou ter prestado apoio para que as circunstâncias deste fato sejam apuradas. “O município repudia qualquer forma de negligência ou violência contra as crianças e adolescentes”, disse a prefeitura.