O bispo Robson Rodovalho, que presta assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão, falou nas redes sociais sobre a sua última visita ao político, na terça-feira (17). Na publicação, ele relatou que Bolsonaro está “um pouco mais equilibrado” no que diz respeito aos soluços, mas está “assustado” devido à uma crise de pressão alta que o acometeu no começo da semana. (veja o relato completo abaixo)

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Robson Rodovalho, de 70 anos, é aliado do ex-presidente e, entre  2007 e 2011, foi deputado pelo Distrito Federal. No mesmo período, Jair Bolsonaro também exercia mandato parlamentar.

Desde o dia 17 de janeiro, com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Rodovalho presta “assistência religiosa” ao ex-presidente. As visitas podem ser realizadas uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, individualmente, com duração de uma hora, observando as normas do estabelecimento prisional.

Como é a cela de Bolsonaro na Papudinha

Hoje estive novamente com o Ex Presidente Jair Bolsonaro, cumprindo a assistência pastoral agendada. Eu o encontrei um pouco mais equilibrado no que diz respeito aos soluços, porém assustado por uma crise de pressão alta que teve ontem [segunda-feira]”, escreveu o bispo nas redes sociais.

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Ele continuou o relato, dizendo que orou com o ex-presidente, que teria chorado por um momento. O aliado de Jair Bolsonaro terminou o texto dizendo que continua vendo a “necessidade eminente” dos cuidados em casa, o que, segundo ele, pode “facilitar os tratamentos de saúde” e “fortalecer as emoções” de Jair Bolsonaro.

Laudo constatou que Bolsonaro pode seguir preso na Papudinha

Um laudo elaborado por médicos da Polícia Federal (PF) aponta que Jair Bolsonaro tem quadro de saúde que demanda cuidados, mas que ele tem condições de permanecer preso na Papudinha. O ex-presidente foi transferido para o local no dia 15 de janeiro, após deixar a antiga prisão, na Superintendência da PF em Brasília.

Conforme o relatório médico, entre os cuidados que precisam ser observados, estão o controle rigoroso de pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, acesso a exames laboratoriais e de imagem periódicos, e uso contínuo de aparelho para o tratamento da apneia do sono e ronco (CPAP).

O laudo afirma que essas medidas são compatíveis com o ambiente carcerário em que Bolsonaro se encontra. Conforme os médicos, as comorbidades apresentadas por Bolsonaro “não ensejam, no momento, necessidade de transferência” para um hospital.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.