O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou para a cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após passar por exames na cabeça no Hospital DF Star, segundo uma publicação feita pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais. Bolsonaro caiu na cela na madrugada de terça-feira (6) após ter passado mal.

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Ao todo, foram três exames realizados: uma tomografia computadorizada de crânio; uma ressonância magnética de crânio; e um eletroencefalograma. Todos os exames foram feitos para avaliar o crânio de Bolsonaro, já que ele bateu a cabeça no momento da queda.

Os procedimentos foram solicitados pela defesa do político e autorizados nesta quarta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Os 10 passos que levaram à prisão de Bolsonaro

Resultados ainda são aguardados

Na publicação, Michelle disse que os resultados dos exames ainda são aguardados. Ela reclamou, na postagem, que “fomos impedidos de acompanhá-lo no retorno ao quarto”, mas não deixou clara a quem se referiu.

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Além de Michelle, apoiadores e os deputados Coronel Chrisostomo (PL-RO) e Bia Kicis (PL-DF) estiveram no hospital para demonstrar apoio ao ex-presidente.

Entenda o quadro de saúde de Bolsonaro

Bolsonaro caiu durante a madrugada de terça-feira, enquanto dormia, e bateu a cabeça em um móvel da cela na PF. A informação foi compartilhada por Michelle Bolsonaro nas redes sociais.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para a minha visita. Estou com o médico aguardando o delegado para saber como foram os primeiros socorros. Só Deus”, escreveu ela nas redes sociais.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro caiu na cela após se sentir mal e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. De acordo com a TV Globo, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da Polícia Federal logo após a queda.

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CFM vai instaurar sindicância para apurar suposta falta de assistência a Bolsonaro

Nesta quarta-feira, o Conselho Federal de Medicina determinou que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal instaure uma sindicância para apurar se houve falta de assistência a Bolsonaro após a queda na prisão. Em nota, o Conselho disse que recebeu denúncia sobre intercorrências clínicas que “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente”.

Além disso, o Conselho afirmou que as comorbidades de Bolsonaro “demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”.

Veja a nota na íntegra

“O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.

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Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.

O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.

Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.”

*Com informações do g1 e da CNN