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Brusque nega racismo contra Celsinho, cita "oportunismo" e acusa jogador de "perseguição"

Atleta do Londrina disse ter sido chamado de "macaco" por um dirigente do Quadricolor; clube se manifestou quase 24 horas após acusação

29/08/2021 - 19h25 - Atualizada em: 30/08/2021 - 22h09

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Lucas
Por Lucas Paraizo
Celsinho, do Londrina, disse ao SporTV ter sido chamado de "macaco" por um dirigente do Brusque.
Celsinho, do Londrina, disse ao SporTV ter sido chamado de "macaco" por um dirigente do Brusque.
(Foto: )

Quase 24 horas após a acusação de racismo feita pelo atleta Celsinho, do Londrina, o Brusque emitiu neste domingo (28) à noite uma nota em que se defende do caso.

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No texto, o clube catarinense nega a situação e acusa o jogador de "perseguição", lembrando que outros casos recentes de racismo foram denunciados por Celsinho. Ao fim da nota, a diretoria do Brusque trata o caso como "oportunismo".

De acordo com o comunicado do Brusque, nenhum membro da comissão ou diretoria do clube teria feito os xingamentos racistas, e tais comentários são repudiados pela instituição.

Leia a nota na íntegra

O atleta Celso Honorato Júnior, reserva do Londrina E.C., relatou à imprensa que teria sido chamado de "macaco" por membros da Diretoria do Brusque F.C., durante o jogo realizado ontem (28/08).

O Brusque F.C., sua torcida, diretoria, comissão técnica e patrocinadores sempre foram, ao longo da sua história, absolutamente respeitosos com relação a todos os princípios que regem as relações desportivas e humanas. Jamais permitiríamos qualquer atitude de conotação racista em nosso Clube, que condena veementemente qualquer pensamento ou prática nesse sentido.

O atleta, por sua vez, é conhecido por se envolver neste tipo de episódio. Esta é pelo menos a 3a vez, somente este ano, que alega ter sido alvo de racismo, caracterizando verdadeira "perseguição" ao mesmo. Importante esclarecer que, ao árbitro, o atleta não relatou ter sido chamado de "macaco", mas sim que teriam dito "vai cortar esse cabelo de cachopa de abelha", o que constou da súmula e revela a total contradição nos seus relatos.

O Brusque F.C. reitera que nenhum de seus diretores praticou qualquer ato de racismo e tomará todas as medidas cabíveis para a responsabilização do atleta pela falsa imputação de um crime. Racismo é algo grave e não pode ser tratado como um artificio esportivo, nem, tampouco, com oportunismo.

Após a repercussão negativa da nota, o Brusque divulgou novo comunicado na tarde desta segunda pedindo desculpas.

O caso

O jogador Celsinho, do Londrina, acusou um membro da equipe do Brusque de racismo durante jogo da Série B do Campeonato Brasileiro deste sábado (28). Segundo ele, uma pessoa que estava no camarote do estádio Augusto Bauer teria o chamado de "macaco" no primeiro tempo da partida.

No intervalo, o meia do time paranaense chamou o quarto árbitro e relatou o ato de racismo, inclusive apontando e identificando a pessoa no camarote do clube catarinense. Em entrevista ao SporTV, Celsinho desabafou sobre o caso.

- É lamentável, ainda mais se tratando de um ato desses mais uma vez. É inadmissível. Uma equipe de porte médio baixo, recém promovida a uma Série B de Campeonato Brasileiro, cometendo um ato desses. É inadmissível, mas as providências serão tomadas - afirmou.

Celsinho ainda criticou o número de pessoas presentes no camarote do Augusto Bauer durante a partida. O meia disse que não entende o motivo para tantas pessoas estarem no local, sendo que os eb

Ato de racismo registrado na súmula

A arbitragem registrou a denúncia de racismo de Celsinho na súmula da partida, assinada pelo árbitro Fábio Augusto Santos Sá Júnior, os assistentes Cleriston Clay Barreto Rios e Daniel Vidal Pimentel, além do quarto árbitro Evandro Tiago Bender. Veja o que foi colocado em súmula:

Súmula descreve ocorrido durante a partida entre Brusque e Londrina
Caso de racismo foi registrado na súmula
(Foto: )

"Por volta dos 45 minutos do 1º tempo, o atleta do Londrina, Sr. Celso Luis Honorato Júnior informou ao quarto árbitro que foi ofendido com as seguintes palavras: 'vai cortar esse cabelo seu cachopa de abelha', por um homem na arquibancada, que foi identificado pelo coordenador da CBF, sr. Ricardo Luiz, como Julio Antônio Petermann, staff da equipe do Brusque. Informo ainda que o referido atleta, juntamente com o diretor de futebol da equipe do Londrina, sr. Germano Cardozo Schweger, estiveram na porta do vestiário da arbitragem, após o término do jogo e confirmaram o relato acima", diz o documento.

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