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Saúde Mental

Burnout: saiba o que fazer nos primeiros sintomas da síndrome do esgotamento profissional

Autocuidado e organização são os principais mecanismos para lidar com a condição

27/07/2022 - 09h55

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Apenas no Brasil conforme uma pesquisa da Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse (Isma-BR) ao menos 30% dos profissionais sofrem com burnout
Apenas no Brasil conforme uma pesquisa da Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse (Isma-BR) ao menos 30% dos profissionais sofrem com burnout
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Trânsito caótico, somado com rotina atarefada e uma sobrecarga no trabalho. Todo esse acúmulo de preocupações durante o dia pode resultar em um diagnóstico de Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar este distúrbio uma doença do trabalho, e com isso, as empresas passam a ter mais responsabilidade sobre a saúde mental de seus colaboradores.

Para explicar melhor o que é a Síndrome de Burnout, a psicóloga Susan Micheli Lazzaretti, especialista na gestão de pessoas, detalha que a condição se manifesta por esgotamento emocional, redução da realização pessoal e despersonalização profissional. Ou seja, sentimento de fracasso, insegurança e negatividade em relação ao trabalho pode ser um sinal de alerta.

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— Essa síndrome está relacionada com o excessivo esforço físico, mental ou emocional, seguido de poucos momentos de descanso ou descontração. Ou seja, a pessoa está sempre oferecendo mais do que conseguiria — afirma a psicóloga.

Já de acordo com a classificação da OMS, é possível dividir o Burnout em três dimensões: a primeira é exaustão ou falta de energia; a segunda está associada a sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho; e, por fim, surgem os sentimentos de ineficácia ou falta de realização.

No entanto, de acordo com Susan, situações como ficar cansado ou estressado no trabalho fazem parte da rotina e podem ser consideradas comuns. Por isso, é importante avaliar cada reação e ter o cuidado para que momentos de insatisfação não se tornem rotineiros, o que pode causar danos maiores.

Impactos psicológicos que refletem no físico

Engana-se quem pensa que os impactos do Burnout são sentidos apenas na esfera emocional ou psicológica. Com o decorrer do tempo, os efeitos desta síndrome podem causar sintomas físicos, que interferem significativamente na qualidade de vida de profissionais de todas as áreas. De acordo com o Ministério do Trabalho, os sintomas de burnout vão desde sentimento de incompetência e insegurança, até problemas de pressão, fadiga e insônia.

Apenas no Brasil, conforme uma pesquisa da Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse (Isma-BR), ao menos 30% dos profissionais sofrem com burnout. Com o mercado profissional cada vez mais competitivo e a grande cobrança no mercado de trabalho, estes sintomas estão cada vez mais presentes em empresas de todo o país.

— Como o burnout causa sintomas físicos e emocionais, são diversos os impactos e alterações na qualidade de vida da pessoa. O esgotamento acaba gerando também impaciência, desequilíbrio emocional, desânimo, fadiga constante e progressiva, dores musculares, distúrbios do sono, entre outros sintomas. — detalha a psicóloga.

Susan reforça que, na atividade profissional, estes sintomas podem resultar em baixa na produtividade, desentendimentos, e até mesmo faltas. Ainda, é possível que a condição tenha efeitos nas relações pessoais, e por isso, é necessário que a família e os amigos estejam próximos neste processo.

‘Estou com burnout, o que fazer?’

Quando o estresse passa a ser frequente e os primeiros sinais de Burnout aparecem, a primeira recomendação é buscar atendimento de um especialista. Segundo Susan, esse passo é fundamental para que seja possível identificar em qual nível a síndrome se encontra, e ainda, adotar o melhor tratamento de acordo com cada caso.

— Procurar a ajuda de um psicólogo é de extrema importância para qualquer processo de Burnout. Em alguns casos, é recomendado um tratamento medicamentoso associado com a psicoterapia. Os efeitos e a duração do tratamento variam de acordo com o paciente e a gravidade do caso — detalha a profissional.

Ela também destaca que, junto com o tratamento, é muito importante que o paciente reorganize o seu dia e as tarefas no trabalho, para evitar uma sobrecarga. Além disso, uma rotina de exercícios físicos contribuem para liberar a tensão dos músculos, e criar uma rotina saudável, que pode ser potencializada através de uma alimentação nutritiva. Susan destaca, também, a atuação preventiva das empresas.

— Uma das principais estratégias que as empresas deveriam assumir para prevenir a síndrome é enfatizar a promoção dos valores humanos no ambiente de trabalho, tratar com cuidado as emoções que irão emergir no ambiente de trabalho, contribuir para que o clima organizacional seja saudável da mesma forma que o trabalho seja fonte de realização pessoal e profissional — ressalta.

Autocuidado e autoconhecimento

Uma das recomendações para os pacientes que estão acometidos pelo Burnout é apostar na rotina em momentos de lazer e relaxamento. No entanto, mesmo essenciais, essas atitudes não substituem o tratamento, que é a principal recomendação para recuperar a saúde.

— A busca pelo autoconhecimento e melhoria do autocuidado vão fazer a diferença na evolução do paciente, para entender suas emoções e respeitar o tempo do seu corpo. Já momentos de lazer são fundamentais para descansar a mente e o corpo, mas não substituem o tratamento adequado — afirma a psicóloga.

Ela destaca que é importante que o paciente escolha atividades que a tragam tranquilidade e possam ser executadas com frequência. Além disso, é importante apostar no bem-estar.

Massagens e terapias podem ajudar

Uma recomendação de atividade para quem está em tratamento e busca fugir da rotina são as terapias naturais. As massagens, muito usadas para aliviar dores musculares, podem contribuir para aliviar alguns sintomas como o estresse.

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