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Após a chuva

Canelinha tem abastecimento de água comprometido por tempo indeterminado

Aulas no município seguem suspensas nesta quinta-feira (10) e prefeitura faz limpeza das ruas

10/06/2021 - 08h24

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Catarina
Por Catarina Duarte
Moradores fazem a limpeza de suas casas um dia após as chuvas em Canelinha
Moradores fazem a limpeza de suas casas um dia após as chuvas em Canelinha
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Um dia após a forte chuva que atingiu um município de Canelinha moradores e prefeitura trabalham na recuperação dos locais mais afetados pelos alagamentos. A cidade segue com 50% do abastecimento de água interrompido e com as aulas da rede municipal suspensas.

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Canelinha foi o município da Grande Florianópolis mais afetado pelas chuvas. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, foi registrado um volume de 260 milímetros em poucas horas.

O prefeito Diogo Francisco Alves Maciel (PSL) informou que 250 pessoas foram afetadas pelas chuvas. Dezessete delas foram deslocadas para um abrigo e seis seguem em um hotel pago pela prefeitura. Um posto de alimentação foi criado dentro de uma escola para fornecer almoço gratuito à população. Não há registro de feridos.

— A questão agora é a limpeza. Tem muitas casas que foram atingidas e que estão com os móveis na frente da residência. A gente precisa garantir a limpeza dessas da cidade para daí nós começamos a ter uma perspectiva de levantamento real de danos — disse o prefeito.

Márcio Stelie, 43 anos, conta que o alagamento na fábrica de estofados onde trabalha chegou a um metro e meio. O local ficou completamente inundado e ainda não se sabe o tamanho do prejuízo. Fotos feitas por Márcio mostram o local completamente tomado pelas águas.

— Nós começamos a limpeza hoje porque ontem ainda estava com água até a canela. Não conseguimos chegar ainda no meio da fábrica para limpar. Não temos noção do prejuízo — contou.

Sem previsão para volta da água

O Semais (Serviço Municipal de Água Infra-estrutura e Saneamento Básico) informou que a represa do bairro Rolador/Galera ficou destruída com as chuvas. Os canos de ferro, registros e o muro de contenção foram levados pela força da água.

Segundo o diretor da Semais. Ricardo Orlandi, foi montado um sistema provisório no local. Contudo, ele não é suficiente para abastecer a região.

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— Se antes tínhamos uma vazão de 20%, hoje ela está em 8% — comentou.

Orlandi diz que não há previsão para que o serviço seja normalizado. Para a reconstrução da represa será necessário a abertura de um processo licitatório para contratação de uma empresa que restaure a estrutura.

Represa rompeu com a chuva e 50% da cidade teve abstecimento de água comprometido
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O prefeito Diogo Francisco Alves Maciel informou que será avaliado em reunião nesta quinta-feira (10) a contratação de caminhões-pipa. A volta das aulas também será avaliada no encontro.

A energia elétrica foi restabelecida no município. Na manhã de quarta-feira (9), por volta das 7h30min, 2.724 das 5 mil unidades consumidoras estavam sem luz. O abastecimento de água também foi prejudicado.

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