Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse estar “extremamente aliviado” com a autorização para que o pai, Jair Bolsonaro, cumpra a prisão domiciliar por 90 dias, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta terça-feira (24). Afirmou, contudo, que isso não pode ser tratado como “justiça” e “nem celebrado como tal”. (leia na íntegra abaixo)

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Moraes concedeu a prisão domiciliar temporária para o ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. Após esse período, o ministro vai reanalisar os requisitos para a permanência ou não da prisão domiciliar.

O ex-presidente está internado desde o dia 13 de março, quando passou mal e foi diagnosticado para tratar de uma pneumonia decorrente de broncoaspiração. Na segunda-feira (23), ele recebeu alta da UTI e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília.

A concessão acontece após a Procuradoria-Geral da República se manifestar favorável à prisão domiciliar para Bolsonaro. Moraes, anteriormente, havia solicitado que a PGR se pronunciasse com base em laudos médicos enviados pelo hospital.

Qual o estado de saúde de Bolsonaro

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O filho, Carlos Bolsonaro (PL) usou o X para se manifestar sobre a decisão. “Fico extremamente aliviado em finalmente ver meu pai em casa, podendo ser cuidado de forma mais adequada, aumentando sua possibilidade de sobreviver frente a tantas comorbidades médicas expostas ao longo de meses”, escreveu.

Quantas vezes Bolsonaro passou mal desde a prisão

Jair Bolsonaro já passou mal e precisou receber atendimento mais urgente ao menos quatro vezes desde a prisão preventiva, em novembro de 2025.

Apesar de aliviado com a decisão, Carlos escreveu: “Isso não pode ser tratado como justiça e nem celebrado como tal, frente a um processo repleto de ilegalidades. […] Para que exista justiça de verdade, nenhuma condenação dentro desse atropelador cenário pode ser normalizada. Qualquer pessoa minimamente decente sabe disso”, terminou.

O ex-presidente está hospitalizado desde o dia 13 de março, após apresentar mal-estar no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre os 27 anos e três meses de pena pela trama golpista.

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O que diz o último boletim médico de Bolsonaro

O último boletim médico foi divulgado nesta terça-feira, e afirmou que o ex-presidente apresentou melhora clínica.

“No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, diz trecho do boletim.

Como foi o pedido de prisão domiciliar

O pedido da defesa de Bolsonaro foi protocolado ao ministro Moraes no dia 17 de março. No documento, a defesa cita o relatório médico do ex-presidente, que aponta para a possibilidade de novos episódios como os que levaram à internação na sexta-feira.

Os advogados afirmam que a estrutura na Papudinha, onde Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista, é considerada boa, mas que Bolsonaro está frágil do ponto de vista clínico.

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“A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, afirmou a defesa no pedido.

O que concluiu o laudo de Bolsonaro