Autorizado a ficar em prisão domiciliar nesta terça-feira (24) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro já passou mal e precisou receber atendimento ao menos quatro vezes desde a prisão preventiva, em novembro de 2025.
Continua depois da publicidade
A situação mais recente ocorreu no dia 13 de março, quando Bolsonaro foi levado às pressas ao hospital DR Star, em Brasília, após apresentar vômitos e falta de ar. Ele foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e recebeu alta da Unidade de Tratamento Intesiva (UTI), na segunda-feira (23).
Entenda o estado de saúde de Bolsonaro
Qual o histórico de episódios desde a prisão
Desde que começou a cumprir pena, Bolsonaro apresentou uma sequência de intercorrências médicas:
- Setembro de 2025: ainda em prisão domiciliar, teve vômitos, tontura e queda de pressão, precisando de atendimento médico;
- Natal de 2025: passou por uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal;
- 6 de janeiro de 2026: já na Superintendência da Polícia Federal, foi internado após passar mal e bater a cabeça dentro da cela;
- 13 de março de 2026: na Papudinha, foi internado em UTI e teve diagnóstico de broncopneumonia.
Continua depois da publicidade
Além desses episódios, relatórios do sistema prisional apontam que o ex-presidente recebeu mais de 140 atendimentos médicos, principalmente por dores abdominais e refluxo.
Desde a facada sofrida em 2018, em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por diversas internações e cirurgias, a maioria ligada a complicações intestinais e aderências abdominais.
Por quanto tempo vale a prisão domiciliar
Moraes autorizou que Jair Bolsonaro volte a cumprir pena em prisão domiciliar por 90 dias para a recuperação de uma broncopneumonia. Após esse período, o ministro vai reanalisar os requisitos para a permanência ou não da prisão domiciliar.
Moraes atendeu à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou a favor da flexibilização de regime em razão do quadro de saúde do ex-presidente. Anteriormente, o ministro havia solicitado que a PGR se pronunciasse com base em laudos médicos enviados pelo hospital.
Continua depois da publicidade








