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    Empresas de SC criam consórcio para vender casas de madeira no exterior

    Grupo de empresários da região de Tubarão iniciou a venda de casas de madeira para outros países. Primeiro lote foi negociado com o Uruguai, e aguarda trâmite por conta da pandemia da Covid-19

    05/07/2020 - 09h08

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    Estela
    Por Estela Benetti
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    Grupo de empresas do Sul do Estado vende casas pré-fabricadas de madeira
    (Foto: )

    A combinação de expertise para fabricar casas de madeira e a grande oferta da matéria-prima renovável em Santa Catarina – eucalipto e pinus – motivou um grupo de empresas da região de Tubarão a criar um consórcio para exportar casas pré-fabricadas de madeira. O consórcio CSAmurel está preparado e já iniciou vendas, informa o coordenador Alexsandro da Cruz Barbosa. Mas os primeiros embarques ainda não aconteceram porque o governo do Uruguai, que fez uma compra, postergou em função da pandemia.

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    O consórcio é integrado pelas empresas Madeiras Cidade Azul, Madeireira Menegaz, SP Madeiras, Nandi Madeiras e Madeireira Pacheco. Os produtos oferecidos são casas de 42 metros quadrados a 80 metros quadrados, cujo preço no mercado brasileiro gira em torno de R$ 1 mil por metro quadrado. Há mais de um ano, o consórcio firmou parceria com a Fiesc e o Sebrae-SC visando a preparação para atuar no exterior e a identificação de oportunidades.

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    – Nossa região, o litoral sul de Santa Catarina, usa muita casa de madeira. Em Tubarão e Laguna, é cultural ter casa de madeira. As técnicas de montagem de casas passa de pai para filho e a oferta de matéria-prima é grande – observa Barbosa, que também é arquiteto, vice-presidente da Fiesc para o litoral sul e é diretor de Desenvolvimento Industrial da Associação Empresarial de Tubarão (Acit).

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    Entre os mercados sondados pelo consórcio, além do Uruguai, estão países da África e Espanha, onde se usa mais casas de madeira. Nos Estados Unidos, a maioria das casas também é de madeira, mas lá eles usam MDF enquanto o produto de SC é madeira maciça.

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    Um dos pontos de atenção para o projeto é a necessidade de oferta de madeira seca ao ar livre, por mais de um ano. Só assim é possível garantir qualidade das casas, observa Barbosa. Para Barbosa, esse tipo de exportação pode agregar mais valor à cadeia produtiva da madeira. As cinco empresas criaram uma cooperativa para montar as casas. Também veem oportunidades para fornecer também móveis e telhados de fibrocimento sem amianto, produtos feitos em SC.

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