O caso da estudante Catarina Kasten, morta enquanto seguia para uma aula de natação na praia do Matadeiro, em Florianópolis, avança no Judiciário. As primeiras testemunhas começam a ser ouvidas pela Justiça no dia 11 de março, em uma audiência para produção de provas do processo criminal.
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O crime aconteceu no dia 21 de novembro de 2025. Catarina foi encontrada morta com sinais de violência na trilha que dá acesso à praia do Matadeiro após não voltar para casa. O suspeito, de 21 anos, foi preso e confessou o crime. Ele segue preso preventivamente e o processo tramita em sigilo por envolver crime de natureza sexual.
O acusado responde pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes. A denúncia contra ele foi apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em 1º de dezembro. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, o preso se tornou réu.
Em que etapa está o caso Catarina?
O processo está em andamento e a ação penal avança agora para a fase de produção de provas. Nesse momento, a Justiça reúne elementos para analisar o caso, como depoimentos de testemunhas e outros componentes que darão embasamento para a decisão judicial.
Depois do fim dessa fase, a acusação e a defesa irão apresentar as manifestações finais, antes das decisões judiciais previstas em lei.
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Relembre o caso
Em novembro do ano passado, um caso de feminicídio na região chocou Florianópolis e todo o país. Catarina Kasten, de 31 anos, saiu de casa na Praia do Matadeiro para ir a uma aula de natação, na Praia da Armação, quando foi surpreendida por um desconhecido na pequena trilha que liga as duas praias. Catarina foi estuprada e assassinada. O corpo dela foi encontrado no mesmo dia, em uma área de mata perto da trilha. O suspeito confessou o crime e foi preso.
O suspeito de matar Catarina Kasten passou por uma audiência de custódia, um dia após ser preso em flagrante, e teve a prisão mantida pela Justiça.
Catarina era estudante da pós-graduação de Estudos Linguísticos e Literários da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professora de inglês. Segundo o marido da vítima, Roger Gusmão, os dois planejavam construir uma casa na Praia dos Açores em janeiro deste ano.
Quem era Catarina Kasten
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