A história do acidente envolvendo um carro de luxo e um ônibus do transporte coletivo, que deixou feridos em Blumenau, teve mais um capítulo recentemente. O empresário dono da Mercedes envolvida na colisão começou a pagar indenização a sete dos oito feridos na colisão. Em paralelo, na esfera criminal, a Justiça marcou uma data para a audiência de instrução: em maio, quase dois anos depois do episódio.
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A denúncia foi feita pelo Ministério Público em setembro de 2023, três meses depois do ocorrido. Naquela madrugada de junho, o automóvel derrubou um poste, invadiu a contramão e bateu na lateral do ônibus da Blumob, na Rua 7 de Setembro. O motorista e o passageiro da Mercedes fugiram com a ajuda de um terceiro, que seguia em outro carro, como mostraram imagens de câmeras de segurança.
À época, a Polícia Civil revelou que o dono do automóvel, o empresário Caio Debossan, entregou a direção para o amigo, Davi de Almeida Júnior. Porém, segundo a denúncia do Ministério Público, ambos teriam ingerido bebida alcoólica em uma loja de conveniência durante a madrugada. Segundo a polícia à época do indiciamento, há imagens que mostrariam os homens bebendo antes do acidente.
Com o acidente, a dupla teria deixado o local sem prestar socorro e para isso teria contado com o auxílio de um terceiro homem. Esse seria um amigo dos dois que também estava na conveniência. Ele seguia em outro carro, acompanhando o trajeto da Mercedes. Câmeras de monitoramento da Guarda de Trânsito captaram toda a dinâmica do acidente, inclusive o momento em que pessoas ajudaram o condutor a sair do carro (assista abaixo).
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A promotoria concordou com a apuração da Polícia Civil e denunciou Debossan por lesão corporal culposa no trânsito com agravante de embriaguez e por permitir a direção do próprio veículo a uma pessoa sob efeito de álcool. Juntas, as penas por esses delitos podem chegar a quatro anos de detenção e perda da carteira de habilitação. Já o motorista responde por lesão corporal culposa em relação a seis vítimas, embriaguez no volante e fuga para evitar a responsabilidade penal. Os três delitos podem resultar em até sete anos de detenção e suspensão do direito de dirigir.
O amigo, que trafegava no carro atrás da dupla, foi denunciado pela fuga em coautoria. Os três passarão pela audiência em maio, quando provas orais serão colhidas através de depoimentos de testemunhas, vítimas e autoridades.
Acordos
Advogado de sete vítimas do acidente, Emerson dos Santos conta que os envolvidos chegaram a um acordo no final de fevereiro. As indenizações por dano moral já estão sendo pagas, acrescentou o advogado de Debossan, Douglas Heidrich. Ambas as partes preferem não revelar os valores que serão pagos a cada vítima, mas as petições iniciais, conforme consta no portal do Tribunal de Justiça, variam de R$ 10 mil a R$ 61 mil — no entanto, a Justiça pode optar por quantias menores.
A vítima mais grave, um homem que sofreu traumatismo craniano, pede R$ 362 mil aos dois amigos que estavam no carro causador do acidente. André Mrozkowski, advogado do passageiro, comenta que o cliente se recuperou bem, apesar de ter ficado debilitado por um período. Ele passará por perícia e o laudo deve ajudar a Justiça a estipular o valor da indenização. Ainda não há prazo para a ação ter fim.
A própria Blumob pede indenização por dano material em valor superior a R$ 100 mil, mas o processo também ainda não teve um desfecho.
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Processo criminal
Na esfera criminal, o trio aguarda o audiência de instrução. Heidrich, que também atua nesse processo em paralelo às indenizações, diz que Debossan nunca fugiu das responsabilidades enquanto proprietário da Mercedes. A questão, para a defesa, é que não houve embriaguez ao volante. Davi de Almeida estava em tratamento de saúde e, por não ter consumido bebida alcoólica, assumiu a direção, ressaltou o advogado. Na versão dos amigos, um mal súbito teria causado o acidente.
Diante disso, Debossan também trava uma briga com a seguradora da Mercedes, que se recusou a assumir a conta dos estragos.
Assista ao vídeo após o acidente
Veja as fotos da década de 1940
Todas as imagens abaixo fazem parte do acerco do Arquivo Histórico de Blumenau e foram cedidas ao NSC Total. Confira:
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