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Catarinenses usam a música para se reinventar na pandemia

Veja como a internet e o mundo musical transformaram a rotina da estudante Isabella, 13 anos, de Itapema, e do técnico em mecânica Eduardo Conceição, de Itajaí

03/04/2021 - 06h04

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Redação
Por Redação DC
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Eduardo fez aulas on-line e, hoje, já desfruta do sucesso até com os vizinhos.
(Foto: )

As aulas on-line ocupavam todas as manhãs. A tarde tinha tarefa, alguns trabalhos e aula de inglês. Mas, mesmo assim, sobrava tempo para Isabella Souto, de Itapema. Sem poder sair de casa durante o distanciamento social em 2020, a garota de 13 anos quis ocupar o tempo de forma útil. Pediu para os pais pra fazer aula on-line de teclado. 

– Sempre gostei muito de cantar, então como eu estava com tempo livre, achei que seria legal aprender um instrumento pra acompanhar a voz – fala Isabella.

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Oito meses depois, já dava pra ouvir por todo o apartamento as músicas de Amy Whinehouse tocadas e cantadas pela adolescente. 

– Ficamos surpresos com a capacidade da Isabella em aprender um instrumento musical como o teclado, de forma online, justamente nesse período tão tenso de pandemia pelo qual nós estamos passando – conta a mãe, Alessandra Souto.

A iniciativa da Isabella fez bem pra ela e pra toda a família. Os olhos vibrantes com cada aprendizado trouxeram esperança e um novo significado pra esse momento. 

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A música também deu o ritmo para o distanciamento social na casa do Eduardo Conceição, em Itajaí. Ele não sabia nada de instrumentos musicais. Mas achava o saxofone interessante. Comprou um e decidiu estudar. Fez aulas on-line e, hoje, faz sucesso até com os vizinhos. 

– O instrumento tem esse poder, né? Primeiro porque temos que fazer essa transição. Esquecer a agitação e se concentrar. Não tem como ficar pensando em um problema e decorar posição, fazer leitura da partitura. Só esse fato de desligar já dá uma relaxada, já condiciona o cérebro e faz a carga de adrenalina e tensão diminuírem. Aí, se estiver mais estressado, é só soprar mais alto – brinca Eduardo.

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O itajaiense é técnico em laboratório de mecânica no Instituto Federal de Santa Catarina. Como o trabalho dele é exclusivamente presencial, durante as aulas à distância sobraram tempo e disposição!

*Texto de Patricia Silveira, da NSC TV

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