O clima favorável para incêndios, com dias sem chuva, sem previsão de precipitação pelo próximo período, a presença de vento e tempo seco, ascende um alerta para as instituições ligadas ao Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (Paest). A área de preservação ambiental foi alvo de queimadas pela última vez no mês de abril, e órgãos que compõem o Plano de Contingência (Placoon) organizado para enfrentamento de incêndios na Baixada do Maciambú estão atentos para o surgimento de novos possíveis focos de fogo.

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— A coordenação da unidade está fazendo rondas ostensivas para evidenciar a vigilância estatal, e já solicitamos que as entidades que formam o Placon fiquem em alerta para qualquer notícia de foco de incêndio e para mobilizações necessárias, especialmente, aos finais de semana — disse o coordenador do Parque e biólogo do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Marcos Maes.

O plano de contingência envolve órgão de Estado, instituições ambientais e setores municipais para minimizar os problemas que podem ser causados pelas queimadas. Entre os participantes estão a Defesa Civil de Santa Catarina, IMA, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar Ambiental, Batalhão de Aviação da Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil municipal, Secretaria de Segurança Pública de Palhoça e Instituto Çarakura.

Imagens aéreas mostram danos após incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

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As equipes ainda realizam trabalhos de conscientização ambiental junto à população para orientar e informar sobre a conservação da fauna e flora do parque, localizado em Palhoça.

— Clamamos que as pessoas não promovam queimada de lixo e entulhos nem joguem bitucas de cigarro em meio à vegetação, pois a maioria dos incêndios na área são provocados por ação humana intencional e podem além de gerar prejuízos para a unidade de conservação, também queimar casas na comunidade e colocar em risco a vida dos vizinhos que moram no entorno do parque — reforçou Maes.

Áreas atingidas em incêndios anteriores

Em relação às áreas atingidas no último incêndio, a equipe técnica do Paest tem monitorado a evolução da restinga que compõem o parque. Esse tipo de vegetação naturalmente possui boa resiliência em relação ao fogo, com capacidade de se recuperar de forma natural. Os técnicos têm executado ações e programas de restauração no parque visando a conservação ambiental das espécies nativas da região.

Incêndio na Serra do Tabuleiro se alastrou a partir de fogo em entulho

Imagens aéreas captadas pela equipe da Polícia Científica mostram os prejuízos após o último incêndio foi superior a 800 mil metros quadrados, equivalente a 80 campos de futebol. O incêndio aconteceu no início de abril, e os bombeiros levaram cerca de 19 horas para combater as chamas. Após um mês do ocorrido, a Polícia Científica realizou uma nova perícia para confirmar a extensão dos danos ambientais e os prejuízos econômicos.

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Conheça o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, maior unidade de conservação de proteção integral do Estado, foi criado em 1975, com o objetivo de proteger a biodiversidade da região e os mananciais hídricos que abastecem as cidades da Grande Florianópolis e do Sul do Estado.

A unidade é administrada pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), com o apoio do Governo do Estado e cogestão do Instituto Çarakura. O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ocupa cerca de 1% do território catarinense.

Ele abrange áreas dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí e Paulo Lopes. Ainda fazem parte do Parque as ilhas do Siriú, dos Cardos, do Largo, do Andrade e do Coral, e os arquipélagos das Três Irmãs e Moleques do Sul.

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