O julgamento do chamado núcleo 2 da trama golpista, em que Silvinei Vasques, atual secretário muncipal de São José, na Grande Florianópolis, é réu, foi marcado o dia 9 de dezembro. O grupo seria responsável pelo gerenciamento de ações da organização golpista e é composto por outros cinco réus. Com informações do g1.

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Também podem ser feitas sessões nos dias 10, 16 e 17 de dezembro, de acordo com o presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, que marcou as datas para os julgamentos.

Em julho, quando foi feito o interrogatório, os réus negaram o envolvimento na trama golpista, com pedido para absolvição pelas defesas. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles tinham posições relevantes no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão.

Este será o último grupo de réus a ter a acusação analisada. Em setembro, a PGR já havia pedido a condenação de Vasques e dos outros acusados.

O NSC Total entrou em contato com a defesa de Silvinei, mas não teve retorno até a publicação.

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Veja quem são todos os réus

  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal;
  • Fernando de Sousa Oliveira, delegado da PF e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do DF;
  • Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor de Assuntos Internacionais da Presidência;
  • Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor de Jair Bolsonaro;
  • Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército.

Entenda a acusação da PGR

Os integrantes do núcleo 2 da trama golpista são acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado.

No documento, Paulo Gonet, procurador-geral da República, afirmou que as atividades da organização criminosa ficaram registradas em trocas de mensagens por aplicativos e em arquivos digitais. Ele ainda ressaltou que ficou demonstrado que autoridades, à época dos acontecimentos, descumpriram de forma consciente seus deveres institucionais, especialmente no que dizia respeito à responsabilidade de garantir a segurança pública e evitar justamente as atrocidades que ocorreram.

Segundo a PGR, o grupo seria composto de pessoas com “posições relevantes” que “gerenciaram as ações elaboradas pela organização”. Um exemplo foi o uso da estrutura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) “para obstruir o funcionamento do sistema eleitoral e minar os valores democráticos, dificultando a participação de eleitores que se presumiam contrários ao então Presidente”.

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O que diz a defesa de Silvinei Vasques

A defesa de Silvinei Vasques, representada pelo advogado Anderson Almeida, afirmou, em nota, “que está plenamente preparada e confiante para o julgamento”. Veja a nota na íntegra:

“A defesa de Silvinei Vasques informa que está plenamente preparada e confiante para o julgamento designado para o dia 9 de dezembro, no caso conhecido como “Núcleo 2 – Trama Golpista”. Reiteramos nossa convicção na inocência do ex-diretor-geral da PRF e reafirmamos que sua atuação sempre se pautou pela legalidade e pelo estrito cumprimento do dever funcional. Trata-se de um processo que exige análise técnica e desapegada de narrativas políticas, e confiamos que o julgamento revelará a absoluta ausência de qualquer conduta ilícita por parte do nosso cliente. Anderson Almeida (OAB/SC n. 50.421)”

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