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    ABELHAS RAINHAS

    Como a escolha da rainha influencia no mel de SC; confira em infografia

    A escolha da abelha rainha pode ser essencial para uma colmeia produtiva

    22/08/2020 - 06h16 - Atualizada em: 23/08/2020 - 08h09

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    Por Ben Ami Scopinho
    abelhas rainhas sc
    Abelhas rainhas
    (Foto: )

    Uma colônia altamente produtiva e resistente é resultado direto da qualidade da abelha rainha. É ela quem cede metade do material genético para as filhas operárias, que reproduzem hábitos comportamentais e de higiene. Uma colmeia com rainha jovem e selecionada geneticamente produz pelo menos 30% a mais de mel, e a substituição no comando das operações tem se tornado uma das ações de manejo mais importantes para o crescimento do setor.

    > Produção de mel em SC é destaque; escolha da abelha rainha é a "chave do sucesso"

    Veja o infográfico sobre a produção de abelhas rainhas em Santa Catarina:

    MELHORAMENTO GENÉTICO NA
    APICULTURA DE SANTA CATARINA
    A rainha é responsável por metade do material genético herdado por suas filhas operárias e por todo material genético herdado por seus filhos zangões. Sendo assim, o desempenho produtivo da colônia está relacionado com a qualidade da rainha.
    FASES DO DESENVOLVIMENTO
    OVO
    LARVA
    PUPA
    ADULTO
    RAINHA
    OPERÁRIA
    ZANGÃO
    3 DIAS
    3 DIAS
    3 DIAS
    5 DIAS
    5 DIAS
    6,5 DIAS
    7 DIAS
    12 DIAS
    14,5 DIAS
    15 DIAS
    20 DIAS
    24 DIAS
    CICLO DE VIDA
    20mm
    18mm
    15mm
    Rainha
    Tem como função a colocação de ovos - cerca de 3 mil por dia - e a manutenção da ordem social na colmeia.
    Vive até cinco anos.
    Zangão
    A função é fecundar a rainha. Copula uma vez e morre. Das diferentes castas, só o zangão tem livre acesso a qualquer colmeia.
    Vive em média 84 dias.
    Operária
    Executa o trabalho de manutenção da colônia. É do sexo feminino, mas não põe ovos.
    Vive cerca de 45 dias.
    PRODUÇÃO DE RAINHAS PELA
    PELA TRANSFERÊNCIA DE LARVAS
    Este processo é o mais utilizado em Santa Catarina. Também é possível a produção por nucleação e puxada natural.
    SELEÇÃO
    O processo se inicia avaliando 400 colônias.
    Destas, seleciona-se 40 colmeias, cuja análise fornecerá as rainhas.
    Pontos da avaliação:
    Defensividade e tendência a enxameação das abelhas
    Produtividade de mel, pólen, própolis e geleia real
    Capacidade de resistência a pragas e doenças
    TRANSFERÊNCIA DE LARVAS
    Após selecionada a colmeia com os requisitos necessários, inicia-se a remoção da larva real para a cúpula artificial.
    Colmeia
    selecionada
    Quadro com
    as larvas
    Realeira
    alvéolo tubular
    larva da rainha
    geleia real
    O êxito na produção das rainhas está na alimentação. A geleia real determina o adequado desenvolvimento dos órgãos reprodutores.
    PASSO 1
    Escolha das larvas reais de um a três dias e captura com auxílio de pinça.
    Temperatura
    entre 28°C e 30°C
    Umidade
    entre 65 e 70%
    PASSO 2
    Deposição cuidadosa das larvas nas cúpulas previamente umedecidas com geleia real.
    cúpula
    de acrílico
    geleia real
    As cúpulas deverão ser cobertas com um pano umedecido a fim de evitar o ressecamento das larvas.
    Quadro
    porta-cúpulas com as larvas
    COLMEIA RECRIA
    A larvas selecionadas vão para o interior da chamada colmeia recria, onde continuarão a se desenvolver.
    Introdução do quadro porta-cúpulas na colmeia recria
    As novas larvas serão alimentadas com geleia real pelas operárias da colônia. Em dez dias as realeiras estarão prontas para serem utilizadas.
    Colmeia recria
    BERÇO REAL
    Após a formação das realeiras, há formas distintas de continuar o ciclo. A seguir, a técnica de a rainha nascer na própria colmeia recria:
    No sexto dia após a transferência, as cúpulas reais são introduzidas em gaiolas plásticas.
    Cúpula
    Gaiola
    plástica
    O quadro com as cúpulas
    engaioladas retorna à caixa.
    Alimentadas pelas operárias, as larvas reais se desenvolvem dentro da colmeia recria.
    As gaiolas visam proteger as rainhas. Se as recém nascidas estiverem soltas na colmeia, a primogênita eliminará as demais.
    NASCEU!
    Após o nascimento, as rainhas podem ser introduzidas em outras colônias ou núcleos para fecundação.
    Peso acima
    de 200mg
    Asas e pernas
    perfeitas
    A marcação das rainhas com caneta hidrográfica segue um padrão de cores para determinar seu ano de nascimento
    INFOGRAFIA: Ben Ami Scopinho, NSC Total
    DESENVOLVIMENTO WEB: MAIARA SANTOS
    Fonte: Tânia Patrícia Schafaschek, engenheira agrônoma, Dra. em zootecnia e produção animal, pesquisadora da EPAGRI/SC

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